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quinta-feira, 11 de junho de 2009

A chamada Questão do Pirara

Em 1904 foi concluída, por parte dos ingleses, o roubo de uma importante região brasileira: o Pirara. Esta é uma mobilização de caráter nacional para que se devolva ao Brasil o acesso ao mar do caribe através do Pirara.

O Brasil é a vítima perfeita da canalhice estratégica britânica. Antes, usando a questão indigena como pano de fundo para as açôes militares contra a soberania territorial brasileira, lograram roubar-nos 19 630 km² de estratégico território.

Agora, absurdamente usando a mesma questão indigena, impuseram ao Brasil a divisão étnica dos Ianomâmis e Raposa Serra do Sol, com a conivência de magistrados do STF e autoridades do poder executivo federal.

Entenda o caso do Pirara acessando este link

A chamada Questão do Pirara constituiu-se, na História das Relações Internacionais do Brasil, num contencioso com a Grã-Bretanha, ao final do século XIX, pela posse da região do Pirara.

Ao enviar para a então Guiana Inglesa em 1835 o explorador alemão Robert Hermann Schomburgk, patrocinado pela Royal Geographical Society sob o pretexto de fazer explorações da riqueza zoobotânica da região, a Inglaterra fomentou uma disputa fronteiriça com o Brasil, em um território a leste de onde hoje está o atual Estado de Roraima, uma região de 33 200 km².

Mais tarde, sob o argumento britânico de o território do Pirara ser ocupado por tribos independentes que reclamavam a proteção inglesa, o Brasil reconheceu provisoriamente a neutralidade da área em litígio e dali retirou seus funcionários e o destacamento militar, com a condição de que as tribos continuassem independentes.

Contudo, em 1842, uma expedição militar liderada por Schomburgk colocou marcos fronteiriços, demarcando a fronteira sem a anuência do governo brasileiro. A questão se prolongou até 1904, quando, por fim, o Brasil aceitou o laudo arbitral do rei Vitor Emanuel III da Itália, que deu ganho de causa aos britânicos, perdendo o Brasil 19 630 km² de seu território (o rei italiano concedeu de volta ao Brasil os outros 13 570 km²) e, consequentemente, os afluentes da bacia do Essequibo. Com a conquista, a Inglaterra obteve acesso às águas do Rio Amazonas pelos rios Ireng e Tacutu.

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