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sábado, 7 de janeiro de 2012

BRASIL EM MARCHA – Primeira, segunda, terceira, prise e marcha ré

BRASIL EM MARCHA – Primeira, segunda, terceira, prise e marcha ré



O que me preocupa não é o grito dos maus... É o silêncio dos bons...
- Martin Luther King

► Com dois anos de existência, completados dia 01 feste mês, este blog parte para uma nova coluna semanal, se possível, sempre às sextas-feiras. Trata-se de BRASIL EM MARCHA, e já começa com substancial colaboração de dois amigos. Um repassando o texto sobre os “cinco generais presidentes” e o outro o vídeo do almoço de confraternização da presidente Dilma com os oficiais-generais das Forças Armadas.

► Segue, então, as comparações sobre os cinco generais presidentes, atribuídas ao jornalista Carlos Chagas, que recebi por e-mail:

“Erros foram praticados durante o regime militar, eram tempos difíceis” diz Carlos Chagas, explicando: “Claro que no reverso da medalha foi promovida ampla modernização de nossas estruturas materiais. Fica para o historiador do futuro, emitir a sentença para aqueles tempos bicudos”. Mas uma evidência salta aos
olhos, adverte.


Quando Humberto de Alencar Castello Branco morreu num desastre de avião, verificaram os herdeiros que seu patrimônio limitava-se a um apartamento em Ipanema e umas poucas ações de empresas públicas e  privadas.



Arthur da Costa e Silva, acometido por um derrame cerebral, recebeu de favor o privilégio de permanecer até o desenlace no palácio das Laranjeiras, deixando para a viúva a pensão de marechal e um apartamento em construção, em Copacabana. 



Emílio Garrastazu Médici dispunha como herança de família, de uma fazenda de gado em Bagé, mas quando ele adoeceu, precisou ser tratado no Hospital da Aeronáutica, no Galeão.


Ernesto Beckmann Geisel, antes de assumir a presidência da República, comprou o Sítio dos Cinamomos, em Teresópolis, que a filha vendeu para poder se manterem no apartamento de três quartos e sala, no Rio.



João Baptista de Oliveira Figueiredo, depois de deixar o poder, não aguentou as despesas do Sítio do Dragão, em Petrópolis, vendendo primeiro os cavalos e depois a propriedade. Sua viúva, recentemente falecida, deixou um apartamento em São Conrado que os filhos agora colocaram à venda, ao que parece em estado lamentável de conservação.

Não é nada, não é nada, mas os cinco generais-presidentes até podem ter cometido erros, mas não se meteram em negócios, não enriqueceram nem receberam benesses de empreiteiras beneficiadas durante seus governos. Sequer criaram institutos destinados a preservar seus documentos ou agenciar contratos para consultorias e palestras regiamente remuneradas.

Bem diferente dos tempos atuais, não é? 

Se fosse aberto um processo generalizado de avaliação dos bens de todos políticos, garanto que 95% não passariam, e seria comprovado destes o enriquecimento ilícito”.

Como diria Boris Casoy: "Isto é uma vergonha"


Nossas vidas começam a terminar no dia em que permanecemos em silêncio sobre as coisas que importam.
- Martin Luther King

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