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domingo, 25 de março de 2012

Filhos de Militares

"Filhos de militares


Todo mundo sabe que os filhos de militares têm uma capacidade quase camaleônica de se misturar ao novo meio, somos geneticamente mimados para gostar de tudo a nosso volta, seja frio, calor, elegância, pobreza, água, seca ou qualquer outra condição física, psicológica, geográfica, climática, financeira, etc...

Para quem está de fora, criticar tudo isso é muito bom, ‘’Os pobres coitados dos filhos de militares não tem amigos e nem laços afetivos com lugar nenhum! ‘’ Os fofoqueiros que me desculpem, mas meus laços afetivos são com o Brasil e meus amigos estão espalhados pelo mundo.

Quantas pessoas podem dizer que tem vivencia nacional? Aprender sobre a Amazônia no meio da selva, ouvir os dois lados da história e escolher em qual acreditar, ter orgulho de ver seu pai tentar resolver os problemas de outros países. Quantas pessoas podem dizer que seu herói está dentro de casa? E não adianta um civil tentar se comparar com os nossos capitães, sargentos, coronéis, tenentes... Eles nunca vão entender que você se muda sim, mas que dentro da sua casa, onde realmente importa, nada muda.

Os filhos de militares aprendem a amar a distancia, a entender o lado bom de tudo, a montar e desmontar uma casa em dois dias, a acolher até quem morou a vida toda na mesma casa, a conservar bons amigos com o carinho, mesmo sem a presença.

A cidade que você mora pode não ser a melhor de todas, pode até ser a pior, mas dentro de casa, lá sim, está o melhor lugar do mundo e os filhos de militares sabem fazer o melhor lugar do mundo em qualquer lugar, não importa aonde você chegue, dentro da casa de um militar sempre haverá um refugio de carinho e amizade criado pelos nossos laços com o Brasil e pelos nossos amigos espalhados pelo mundo.

Os militares sabem que suas escolhas afetam a vida de suas famílias e sofrem ao ver seus filhos deixando os amigos, namorados e suas casas para trás, mas compensam suas famílias com uma chuva de amor e cultura. Se engana quem acredita que somos ‘’pobres filhos de militares’’, somos orgulhosos, gratos, felizes, ricos, privilegiados e acima de tudo amados filhos de militares, as casas podem mudar, mas nossos lares são construídos em torno de uma família não de um lugar.

O estilo de vida que meu pai me proporcionou fez de mim quem eu sou hoje, uma aspirante a jornalista com uma bagagem cultural gigante, que pode encher a boca e dizer que viveu e não leu toda essa cultura.
Obrigada Pai por escolher ser militar.

Bárbara Miranda."

domingo, 18 de março de 2012

A HISTÓRIA DE "UM SUBOFICIAL DA FORÇA AÉREA BRASILEIRA”

Olá Homero, veja esta história. Só lamentos, tristeza, sensação de desamparo. Estamos "bem" com essa gente no governo...

A HISTÓRIA DE "UM SUBOFICIAL DA FORÇA AÉREA BRASILEIRA”

Li seu e-mail que comenta do seu salário equiparado ao salário de um auditor Fiscal. Primeiramente me deixe dizer quem sou.

Sou sub-oficial da aeronáutica, me formei em 1977 e estou a três anos na reserva. Após a formatura fui para o Parque de São Paulo onde fiquei até 1988. Em são Paulo fiz muitos cursos e voei Búfalo, SA-16, P-16, Bandeirante. Logo veio minha transferência para o CTA e fui para o ensaio em Vôo. No ensaio (AEV) hoje GEE; fiz uns 25 cursos e voei prova em C-97; AT-27; AT-29; XC-95B; VU-93; AMX (A-1B); XAT-26 e mais um monte de aeronaves experimentais.

Logicamente nem preciso dizer que sou apaixonado por aviação e assim sendo; fiz o curso de piloto privado de aviões e logo fiz o de Piloto Comercial. Logo em seguida terminei a faculdade de Economia e outra de administração.

Ilmo. Cel. Francisco viu que gosto de estudar. Logo veio um convite da EEAR para vir servir nesta gloriosa Escola, que tenho um carinho enorme. Chegando aqui, logo fui a Sub-oficial e com minhas qualificações acadêmicas e sendo piloto Privado; fui designado para ser Chefe do curso de Mecânica de aeronaves. Isso mesmo, Chefe em substituição ao Ten. Cel. Esp. Av. Angélio que foi para reserva.

Existe aqui um aeroclube que fica dentro da área da Pista da EEAR. Também assumi juntamente com a chefia do Curso BMA a Presidência do aeroclube dando aulas teóricas e práticas com instrutor de Vôo a vela. Formei sozinho uns 40 pilotos civis. Resolvi então fazer engenharia e logo ao terminar fiz mestrado em Conservação e geração de energia da UNESP. Faltando uns anos para minha reserva e acumulando esses cargos fui convidado para dar aulas de economia e administração na faculdade de Administração, ciência Econômicas e Contábeis de Guaratinguetá.

Como professor universitário eu passei a coordenador de ensino superior. Isso foi em 2000. Em 2003 veio minha transferência por indicação do Cmte da EEAR Brig. Sheer para eu ir para a MTAB no Paraguai. Não aceitei e isso deixou o Brig.Sheer e o Ten. Brig. Pinto muito aborrecidos. Sinto por isso até hoje.

Então continuei minha vida como professor e a ganhar uns trocados a mais que logo passou a ser o mesmo salário que eu recebia na FAB. Logo os sócios desta faculdade começaram a se desentender e pedi para me afastar. Veio minha reserva em 2007. Passei alguns apuros porque fiquei dois meses só com o salarinho da FAB. Uma filha terminando direito e uma pequena (do segundo casamento) com três anos gastando muito.

Prestei um concurso para o SENAC São Paulo para o Cargo de Técnico de Desenvolvimento Profissional e professor universitário (é o mesmo que Gerente). Fiquei assustado porque isso ocorreu em final de 2009 e nesta época eu já estava com 49 anos, concorrendo com 44 candidatos com boa formação e com idades em média de 32 anos. Pensava comigo não vão me dar essa vaga. Para minha surpresa eu venci, agradecendo ao grande arquiteto do universo por essa vitória. Hoje estou no SENAC São Paulo ganhando Três vezes o que ganho como Sub-oficial da FAB.

O Senhor deve estar perguntando, porque esse sub me contou quase toda sua vida? Vou responder. Para ver quanto foi dura minha caminhada. Ser Militar não é brincadeira, é para homens fortes com dignidade para honrar seu nome, o nome da sua família e desta Pátria querida. Amo meu país, ainda presto continência a minha bandeira e mantenho minha farda limpa e passada.

Sabe quando descobri que ficaríamos assim com esse salário medíocre. Quando nossos comandantes aceitaram a condição de comando e não de ministro.

Com a ascensão deste governo, está quase declarado o revanchismo contra nós.

Os Militares serão massacrados e suas famílias também.

Graças ao bom DEUS tenho outra fonte de renda que me sustenta e dá conforto a minha família.

Existem sargentos passando grandes necessidades aqui na região, afundados em empréstimos de bancos e POUPEX. 

Sinto vergonha quando olho meu pagamento da FAB com 32 anos de serviço e umas 2.500h de Vôo comparado ao que ganho no SENAC com apenas dois anos.

O que os Militares das FAs então percebendo hoje são um insulto.

Só louco acredita que esse governo vai nos dar qualquer tipo de reajuste.

Não cabe dar poder aos Militares. Enfraquecer sem fazer alarde é o melhor caminho.

Estamos tão desmoralizados que não conseguirmos mais reagir.

Aquele Militar que vive hoje só do soldo está numa situação muito difícil e tendendo a piorar.

Nós sabemos o que fazer, mas não há mais coragem para fazê-lo.

Assim estamos como um avião, sem leme, sem aileron e sem profundor. Totalmente a sabor dos ventos e caindo.

Tomara que haja ao menos um assento ejetável.

Como foi triste ter a certeza que eu teria que estudar muito para estar onde estou.

Nunca me arrependo da minha vida na caserna, porque amo minha nação e a Força Aérea Brasileira.

Mas também sei que se não tivesse percebido isso logo, hoje talvez tivesse passando grande dificuldade.

Logicamente, espero dias melhores e ver nossas Forças Armadas voltarem a olhar a frente sem medo e com tanta incerteza.

Que Deus nos proteja.

Saúde, paz e vida longa Senhor

So R/R Walter Benedito de Carvalho Bueno

sexta-feira, 16 de março de 2012

Chamem os milicos

Blogs e Colunistas

16/03/2012
 às 6:59

Nem no Regime Militar os “milicos” estiveram tão presentes no dia a dia dos brasileiros

Nem durante o regime militar estes que muitos gostam de chamar “milicos” estiveram tão presentes no dia a dia da população. Recebi de um amigo um texto interessante — não estou certo se é um desses que circulam na Internet sem autoria. O fato é que está cheio de verdades. Como há um trecho na primeira pessoa do plural, deve ter sido redigido por um militar. Leiam! Volto em seguida.
A PF não quer ir pra fronteira porque a diária é pouca? Chamem os milicos.
A PM não quer subir o morro porque é perigoso? Chamem os milicos.
A PM faz greve porque o salário é baixo? Chamem os milicos.
A Anvisa não quer inspecionar gado no campo? Chamem os milicos.
O Ibama não dá conta de fiscalizar os desmatamentos? Chamem os milicos.
Os corruptos ganham milhões e não constroem as estradas? Chamem os milicos.
As chuvas destroem cidades? Chamem os milicos.
Caiu avião no mar ou na selva? Chamem os milicos.
Em caso de calamidades públicas, a Defesa Civil não resolve? Chamem os milicos.
Desabrigados? Chamem os milicos.
A dengue ataca? Chamem os milicos.
O Carnaval, o Ano Novo ou qualquer festa tem pouca segurança? Chamem os milicos.
Certeza de eleições livres? Chamem os milicos.
Presidentes, primeiros-ministros e visitantes importantes de outros países? Chamem os milicos.
Adicional noturno? Não temos!
Periculosidade? Não temos!
Escalas de 24 por 72 horas? Não temos!
Hora extra, PIS, PASEP? Não temos!
Residência fixa? Não temos!
Certeza de descanso no fim de semana? Não temos!
Salário adequado? Não temos!
Acatar todas as ordens para fazer tudo isso e muito mais, ficando longe de nossas famílias, chama-se respeito à hierarquia.
Aceitar tudo isso porque amamos o que fazemos chama-se disciplina.
Quer conhecer alguém que ama o Brasil acima de tudo? Chame um milico!

Voltei


É isso aí! Está em curso, apelando a flagrantes ilegalidades, uma campanha que resulta em óbvia tentativa de desmoralizar as Forças Armadas. Em nome da disciplina, os militares da ativa estão proibidos de se manifestar. Os da reserva, que podem falar (porque amparados em lei), encontram-se sob o assédio de um surto de autoritarismo. De fato, as Forças Armadas estão presentes em todos aqueles eventos, alguns nascidos da mais escancarada incúria de governos civis.
Alguns bobalhões, ao fazer a defesa da revanche, ignorando leis e decisão do Supremo, tentam inculcar nos militares da ativa certa aversão aos da reserva — “afinal, os que estão aí hoje não participaram de 64″, argumentam… É preciso desconhecer o básico da história dos militares do Brasil e do mundo para tornar público argumento tão cretino. Ai do país que tivesse Forças Armadas sem o sentido da lealdade!
Tenho uma idéia melhor: CUMPRIR AS LEIS!
Por Reinaldo Azevedo