sexta-feira, 13 de julho de 2012

PERDEMOS A AMAZONIA AZUL

ILUSTRÍSSIMO SENHOR DOUTOR MEMBRO DO MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL.


N° 1.30.005.000196/2011

JOÃO PAULO FLORENTINO DE OLIVEIRA, brasileiro, casado, militar, RG nº xxxx0-9 MB e CPF nº 052.xxx.2xx-xx, domiciliado à Rua: Visconde de Itaboraí nº xxxxxx, Centro,  - RJ CEP: 24.10045030-094 vem mui respeitosamente, , com fulcro no art. 129 da CRFB/88, art. 51 do Estatuto dos Militares e no art. 81 e SS. do CPC apresentar:


REPRESENTAÇÃO


PERDEMOS A AMAZONIA AZUL


POSSIVELMENTE PERDEMOS TRILHÕES DE DOLARES NO LEPLAC POR FALTA DE COMPROMETIMENTO OU INTENCIONALMENTE.


Em face do COMANDANTE DA MARINHA DO BRASIL , Diretoria de Hidrografia e Navegação, Diretor Geral de Navegação, situada à Rua Barão do Jaceguay, s/nº, Ponta D’Areia - Niterói – RJ, Cep 24040-000, pelos fatos e fundamentos que passa a expor:

No livro de Thiago em 5-12, lemos: “Mas, sobretudo, meus irmãos, não jureis, nem pelo céu, nem pela terra, nem façais qualquer outro [juramento]; seja, porém, o vosso sim, sim, e o vosso não, não, para não cairdes em condenação.”


TÍTULO II

Das Obrigações e dos Deveres Militares

 CAPÍTULO I

 Das Obrigações Militares

 SEÇÃO I

 Do Valor Militar

 Art. 27. São manifestações essenciais do valor militar:

 I - o patriotismo, traduzido pela vontade inabalável de cumprir o dever militar e pelo solene juramento de fidelidade à Pátria até com o sacrifício da própria vida;

 II - o civismo e o culto das tradições históricas;

 III - a fé na missão elevada das Forças Armadas;

 IV - o espírito de corpo, orgulho do militar pela organização onde serve;

 V - o amor à profissão das armas e o entusiasmo com que é exercida; e

 VI - o aprimoramento técnico-profissional.

Sem dúvida, a definição do limite exterior da plataforma continental será um legado de fundamental importância para o futuro das próximas gerações de brasileiros, que verão aumentadas as possibilidades de descoberta de novas reservas de petróleo e gás, de exploração de recursos minerais em grandes profundidades, e de explorar recursos da biodiversidade marinha, que a ciência atual reconhece como um dos campos mais promissores do desenvolvimento da biogenética.

O Plano de Levantamento da Plataforma Continental Brasileira (LEPLAC) é o programa do Governo Brasileiro, instituído pelo Decreto n° 98.145/1989, cujo objetivo é estabelecer, no seu enfoque jurídico, o limite da Plataforma Continental além das 200 milhas da Zona Econômica Exclusiva (ZEE), em conformidade com os critérios estabelecidos pela Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (CNUDM), que foi assinada e ratificada pelo Brasil.

A CNUDM entrou em vigor em 16 de novembro de 1994 e o Brasil, a partir daí, teria um prazo de dez anos para concluir as atividades do LEPLAC e submeter, à Comissão de Limites da Plataforma Continental (CLPC) das Nações Unidas, o limite exterior da Plataforma Continental Jurídica (PCJ).

Posteriormente, na 11ª Reunião dos Estados Partes da CNUDM (14 a 18 de maio de 2001), foi alterado o termo inicial da contagem do prazo de dez anos para o dia 13 de maio de 1999, data da aprovação das “Scientific and Technical Guidelines ” (STG) da CLPC. O novo prazo para os Estados costeiros passou a ser, então, 13 de maio de 2009.

Em novembro de 1996, foi concluída a etapa de aquisição de dados de sísmica de reflexão multicanal, gravimetria, magnetometria e batimetria, com a participação de diversos navios hidrográficos e oceanográficos da DHN, de especialistas da Petrobras e de pesquisadores das Universidades. Ao todo, foram coletados dados ao longo de cerca de 150.000 km de perfis distribuídos ao longo da margem continental, do Oiapoque ao Chuí, até uma distância do litoral de aproximadamente 350 milhas. Desde o seu início, em 1987, já foram investidos recursos superiores a US$ 40 milhões no LEPLAC, tendo a Petrobras arcado com pelo menos metade desse valor, para a aquisição e processamento dos dados geofísicos, cabendo a outra metade à Marinha do Brasil, através do emprego dos navios e execução do projeto.

DADOS OBTIDOS(LEPLAC):

Batimetria ------ 90.707 km

Sísmica --------- 50.366 km

Gravimetria------ 97.237 km

Magnetometria-- 93.604 km

Foram realizadas 20 comissões LEPLAC

Servi no Navio Sírios no ano de 2006 e 2007 e realizei comissão de sondagem LEPLAC, sondamos umas 5 horas, e o gasto por dia deste Navio era de aproximadamente R$17.000,00. Vejamos:

A batimetria, a sísmica, a gravimetria e magnetometria, são dados obtidos simultaneamente, não tendo o que se falar em mais de 150.000KM percorrido pelos navios da MB, numa velocidade de 20 km/h. Então vejamos:

24h x 20km/h = 480km por dia

150.000km / 480km = 312,5 dias

Foram gastos aproximadamente pela Marinha do Brasil 312,5 dias para sondar o LEPLAC, logo foram gastos aproximadamente 312.5 x R$17.000,00 = R$ 5.312.500,00, bem diferente dos U$40 milhões. Vale ressaltar que o único gasto da MB foi o óleo do navio.

Para tanto, o Presidente da República sancionou a Lei nº 11.824/2008, por meio da qual foi aprovado um crédito especial para custear as despesas decorrentes da elaboração da Proposta Revisada.

A aquisição de novos dados geofísicos ao longo da nossa margem continental foi feita pelos navios de pesquisa “M/V Sea Surveyor” e “R/V Professor Logachev”.

M/V Sea Surveyor

Por meio da Portaria do EMA Nº 47, de 03 de março de 2009, o navio de pesquisa “M/V Sea Surveyor”, de bandeira de Bahamas, foi autorizado a realizar investigação científica marinha em águas jurisdicionais brasileiras no período entre 14 de março de 2009 e 14 de março de 2010. A Portaria do EMA Nº 35 de 22 de fevereiro de 2010, alterou o período para até 30 de junho de 2010.

R/V Professor Logachev

Por meio da Portaria do EMA Nº 30, de 03 de fevereiro de 2010, o navio de pesquisa “R/V Professor Logachev”, de bandeira da Rússia, foi autorizado a realizar investigação científica marinha em águas jurisdicionais brasileiras no período entre 22 de fevereiro de 2010 e 22 de maio de 2010.

A previsão de prontificação da Proposta Revisada de Limite Exterior da Plataforma Continental Brasileira além das duzentas milhas, a ser oportunamente encaminhada à CLPC é de dezembro de 2012.

Para efeito de coleta de dados, a Margem Continental Brasileira foi dividida em quatro áreas: Margem Continental Sul, Margem Meridional Brasileira, Cadeia Norte Brasileira e Delta Amazonas. Durante as 13 comissões realizadas por este navio de pesquisa foram coletados dados de Batimetria Multifeixe, Sísmica Multicanal, Gravimetria, Magnetometria, Sonobóias e Perfilador de Sub-fundo, em todas as pernadas desta comissão estavam presentes pesquisadores das universidades e observadores de mamíferos marinhos quando da realização de sísmica Multicanal além de um oficial da Marinha do Brasil.

Batimetria Tradicional (monofeixe)

Os navios que fizeram o levantamento hidrográfico para o LEPLAC segunda a MB foram NOc Antares, NHi Sirius, NOc Almirante Álvaro Alberto, NOc Almirante Câmara, todos com batimetrias tradicionais monofeixe.

Batimetriamultifeixe

 A evolução do método tradicional de sondagem culminou com o surgimento do ecobatímetro multifeixe, o qual obtém as profundidades sobre uma faixa e não somente ao longo da linha de sondagem como no método tradicional, obtendo uma grande quantidade de profundidades, cobrindo o leito submarino e garantindo que todos os perigos sejam encontrados e delimitados, melhorando a qualidade das informações representadas na carta náutica.

1. Introdução

DHN tem vindo a utilizar echosounders multifeixe desde 1998. Depois de tomar vários passos necessários para a aquisição de um conjunto de dados de alta qualidade, tais como procedimentos de calibração, o foco tem sido apontado para o estabelecimento de um fluxo de trabalho padrão para o processamento de dados multifeixe. Ao entregar boas vistas sobre o leito oceânico, echosounders multifeixe aumentar drasticamente o número de sondagens adquiridos durante as pesquisas. Para uma comparação, os sistemas únicos vigas costuma receber cerca de 3.600 sondagens por hora e em águas rasas multifeixe registro echosounders cerca de 13 sondagens milhões por hora. Este aumento exponencial da taxa de aquisição de dados requer o desenvolvimento de novas metodologias para analisar os dados multifeixe.Multifeixe tradicional echo metodologias de processamento de sonda que foram usados ​​10 anos atrás verificado o comportamento das vigas sobre a extensão de faixa. Outras melhorias tentou corresponder as linhas de pesquisa adjacentes, a fim de identificar outliers (Mallace e Gee 2004). Mais recentemente, ferramentas automáticas como o CUBE (Calder e Mayer 2003) foram implementados, utilizando algoritmos que incluem novos conceitos como o total propagada erros (Hare et al. 2004), métodos de desambiguação, profundidades em nós, etc, para construir uma metodologia robusta para acelerar o processamento multifeixe.Estas novas ferramentas de processamento automático não são facilmente adotado por hidrógrafos. Tradicionalmente, hidrógrafos são muito conservadores, pois eles têm a responsabilidade de garantir a segurança da navegação. O trabalho relativamente simples de digitalização ecogramas feixe único para identificar picos tornou-se uma tarefa difícil e tedioso de análise de milhares de sondagens. Ferramentas automáticas para processamento, como os dos algoritmos CUBE desde uma forma inteligente de análise de batimetria multifeixe. Ele separa os significados das sondagens e profundidades. Sondagens são interpretados como as medições reais realizadas pelo Altímetro acústico. Eles incluem todos os erros aleatórios inerentes uma medição. Por outro lado, profundidades são calculados em nós de regularmente espaçadas, sendo estimada após a análise de sonda. Mas, estas estimativas profundidades podem ser alterados quando as definições de parâmetros CUBE estão sintonizados (Vásquez 2007), o que reforça a hidrógrafo "A preocupação é para a utilização de processos automáticos.

http://www.iho-ohi.net/mtg_docs/IHReview/2009/November/Article5.pdf

Visualizando as imagens da batimetria feita pelos navios da MB e pelos navios Bahamas e Rússia supracitados , usando dos meus conhecimentos de hidrógrafo, posso concluir que fizeram praticamente a mesma sondagem. Porém a MB fez batimetria tradicional (monofeixer) e os navios contratados (bandeira estrangeiras) com um cuidado maior fez batimetria multifeixer. https://www.mar.mil.br/dhn/dhn/quadros/ass_leplac.html

CONCLUSÃO:

A CNUDM entrou em vigor em 16 de novembro de 1994 e o Brasil, a partir daí, teria um prazo de dez anos para concluir as atividades do LEPLAC e submeter, à Comissão de Limites da Plataforma Continental (CLPC) das Nações Unidas, o limite exterior da Plataforma Continental Jurídica (PCJ). Em novembro de 1996, foi concluída a etapa de aquisição de dados de sísmica de reflexão multicanal, gravimetria, magnetometria e batimetria, com a participação de diversos navios hidrográficos e oceanográficos da DHN, de especialistas da Petrobras e de pesquisadores das Universidades, devendo o Brasil apresenta-la para que fosse estendido nossa ZEE além das 200 milhas.

Posteriormente, na 11ª Reunião dos Estados Partes da CNUDM (14 a 18 de maio de 2001), foi alterado o termo inicial da contagem do prazo de dez anos para o dia 13 de maio de 1999, data da aprovação das “Scientific and Technical Guidelines ” (STG) da CLPC. O novo prazo para os Estados costeiros passou a ser, então, 13 de maio de 2009.

A DHN tem vindo a utilizar echosounders multifeixe desde 1998.

Vislumbro que o hidrógrafo que realiza uma sondagem tradicional (monofeixer) no ano de 2009 para aprovação de um território de valores inestimáveis, certamente não quer a aprovação desse território.

Leão, quem vai para guerra usando as piores armas para proteger algo extremamente estratégico como LEPLAC?

Quantos militares, pai de família Vª Exª mandaria para guerra, morrer em proteção ao território marítimo extremamente estratégico para o desenvolvimento do país?

Porque a DHN não utilizou a tecnologia batimetria multifeixer já existente desde 1998 na própria, para sondar o LEPLAC de valores inestimáveis (trilhões de dólares) para aprovação em 13 de maio de 2009?

Porque a DHN, somente após prescrever a data da aprovação das “Scientific and Technical Guidelines ” (STG) da CLPC 13 de maio de 2009 começou a sondar com multifeixer?

Qual era a verdadeira intenção das autoridades ao sondar o LEPLAC com monofeixer e usar programas HYDRO ultrapassados?

Se fosse aprovado o LEPLAC essa área seria economicamente exclusiva nossa, porém agora, com a prescrição, tudo que o Brasil explorar na Amazônia Azul (LEPLAC) temos que dividir com os países membros, temos que dividir o que é nosso.

Agora, em dezembro de 2012, vão levar uma nova proposta, com sondagens realizadas por navios de bandeiras estrangeiras, batimetria multifeixer, concluindo que navios da Rússia e Bahamas tem gigantescamente mais cuidado com nosso país que nossas autoridades da Marinha.

Se Vª Exª fosse integrante da Comissão de Limites da Plataforma Continental (CLPC) das Nações Unidas, sabendo de toda riqueza territorial brasileira, sabendo que o Brasil, desde 1998 adquiriu e utiliza o echosounders multifeixe que define gigantescamente o leito do oceano a mais que o Monofeixer, pergunto então, o senhor aprovaria uma sondagem monofeixe, em um programa ultrapassado HIDRO que pouco defini o leito do oceano, realizada por um país rico como o Brasil em pleno ano de 2009 tendo a tecnologia multifeixer desde 1998, para que esse tenha direitos exclusivos da área sondada?

Se Vª Exª fosse integrante da Comissão de Limites da Plataforma Continental (CLPC) das Nações Unidas iria prorrogar uma data já prorrogada, para que um país como o Brasil rico em recursos tivesse ainda mais recurso de forma irregular, pois prazo é prazo.

O QUE ESTÁ ACONTECENDO COM AS AUTORIDADES DA MARINHA DO BRASIL?

EM NOME DE JESUS CRISTO, ISSO É TRAIÇÃO, CONSPIRAÇÃO CONTRA A SOCIEDADE QUE LUTA PARA PAGAR NOSSOS SALÁRIOS. OLHA O QUE FIZERAM NA NAVEGAÇÃO, AGORA É O LEPLAC.

Tenho suspeitado que há algo tão valioso no LEPLAC(Amazônia Azul) que as autoridades da MB venderam esse território ou foram influenciados pelos países membros que agora tem direito sobre, pois não há explicação.

Temo também por um “GOLPE MILITAR”, pois os email que estão rodando entre nós, o fato de não evoluir a navegação até então, o fato de perder esse território e eles odiarem os eleitos pelo povo me fez construir uma lógica pouco provável, porém não isento de acontecer. Vejamos:

O que revoltaria todo povo brasileiro contra Presidente da República? Será que uma perda de um território com valores astronômicos por falta de investimento do Governo Federal seria o bastante? Olha, eu estou revoltadíssimo com essa situação, será que o povo ficará também? Se perdemos de verdade em 2012, como o senhor vai se sentir? Então, o mesmo sentimento que está tendo, será o sentimento do povo brasileiro também.

A navegação não foi evoluída, aumentando o fator principal para o aumento das exportações que é o frete marítimo, essas autoridades são inteligentes. Vamos pela lógica pouco provável, se eles conseguirem revoltar o povo, dar o golpe, imediatamente eles apresentar para todos os países a navegação eletrônica brasileira aumentado de forma colossal nossas exportações, aí vem a alegria da Copa do Mundo, alegrando todo brasileiro, fazendo desejar a Forças Armadas no poder. Mas como eu disse, é uma lógica pouco provável, porém estamos tentando tomar as providencias para tentar conter esse possível Golpe, e digo, somente o povo pode tirar a Presidente, não tenham duvidas que com a proteção de Jesus Cristo haverá o contra golpe que virá com ordens de prisão aos golpistas e eles terão a maior surpresa de suas vidas, porém se conseguirem revoltar o povo, nada podemos fazer, pois são as vontades do povo expressas nas leis que nosso juramento protege.

Caso o MPF haja com total austeridade, impondo a hierarquia e disciplina irá diminuir ainda mais as pouquíssimas chances de um GOLPE.

DOS PEDIDOS:

Intimar todos oficiais e praças hidrógrafos para perguntar quais deles ordenaria uma sondagem monofeixer em um local que queremos alta definição do leito oceânica para aprovação de territórios de valores inestimáveis como a Amazônia Azul (LEPLAC).

Pedir o processo de inteiro teor da reivindicação do LEPLAC ao CLPC para que outros hidrógrafos e eu possamos avaliar o que foi feito.

Pedir o consumo diário dos Navios que realizaram a sondagem do LEPLAC.

Pedir a Petrobras que envie toda a pesquisa realizada no LEPLAC, pois desconfio que foram apenas coleta do leito do oceano, não justificando os valores astronômicos de investimento de uma simples sondagem.

Não confiar nos termos técnicos das autoridades, pois eles mentem muito e mentem perfeitamente a ponto de chegar a esconder a verdade. Diante disso quero acompanhar todo processo e ter direito de replicar tudo.

Que os responsáveis pela perda de nosso país seja julgado indignos de usar a farda de nossa Marinha do Brasil conforme a CF/1988.

Ser intimado para receber oficio por EMAIL (brasil@hotmail.com) ou telefone (91 75677714201) caso não me encontre no endereço.

J P

9°SG Hidrógrafo e Navegador

Marinha do Brasil

Fontes:

https://www.mar.mil.br/dhn/dhn/quadros/ass_leplac.html

https://www.mar.mil.br/dhn/dhn/sala_imprensa/Reportagens/medalha_principe_albert/medalha_principe_albert.htm

http://www.iho-ohi.net/mtg_docs/IHReview/2009/November/Article5.pdf

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Dica de Produtividade:

O que você precisa fazer na próxima semana?

Sua lista de tarefas já ultrapassou os 100 itens? 
Você se sente sobrecarregado só de pensar na montanha de coisas que tem para fazer? 
Seja bem vindo ao mundo moderno! Onde temos muito mais coisas para fazer do que tempo disponível. 

Como manter a tranquilidade e ser produtivo no meio deste caos de prioridades mutantes? 
Preste bem atenção, pois vou lhe dar uma das chaves para se obter o foco correto e a mente em paz. E o segrego está na formulação da pergunta correta. A diferença entre a pergunta efetiva e a não produtiva é muito sútil. 

Qual é a diferença entre: “O que eu desejaria fazer na semana que vem?” e “O que eu preciso fazer na semana que vem?”. O que mudou entre uma frase e a outra? Apenas uma palavra foi trocada, o verbo “desejar” foi substituído pelo “precisar”. E isso faz toda a diferença. 

A nossa lista de tarefas muitas vezes é uma mistura de coisas que desejamos fazer junto a coisas que efetivamente precisamos fazer. Para saber se efetivamente precisamos fazer algo, basta analisar as consequências de não fazer. 

Se houverem consequências sérias, aí sim, é algo que realmente precisamos fazer. Se as consequências não forem sérias, então devemos utilizar o verbo “desejar”. 
Com este conceito claro em mente, procure fazer uma lista bem pequena com as coisas que você realmente precisa fazer na próxima semana, uma lista com tudo aquilo que terá consequências sérias se você não fizer na próxima semana. 

Esta lista é o primeiro passo para se ter mente focada naquilo que é realmente importante. O segundo passo é você abrir sua agenda e bloquear tempo para cada uma destas atividades. 
É preciso ser realista na quantidade de horas que vai separar para cada atividade. 

O resultado deste exercício é ter na sua agenda da próxima semana tudo aquilo que você realmente precisa fazer. A partir de segunda-feira você não precisará ficar olhando em nenhuma lista de tarefas durante a semana para saber o que é realmente prioritário. 

Tudo estará na sua agenda. Seu único ponto de atenção será sua agenda. 

Foco total na execução!

sábado, 12 de maio de 2012

Universidade Pública Brasileira


À ADUFF - ASSOCIAÇÃO DOS DOCENTES DA UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE

No exercício do direito que me assiste como associado da ADUFF conclamo sua diretoria a emitir um comunicado à comunidade acadêmica, manifestando veemente repudio à concessão, pelo magnífico reitor CARLOS SALLES, do título de DOUTOR HONORIS CAUSA ao senhor Luis Inácio Lula da Silva. 

Os detentores da mais alta dignidade acadêmica da UFF, até então, foram assim distinguidos por terem, comprovadamente, prestado relevantes serviços à causa do ensino, seja no nobre exercício do magistério com reconhecida proficiência, seja na produção do saber, reconhecido como significativa contribuição à Ciência.

Não foi este o caso do senhor Luis Inácio Lula da Silva, que, durante os oito anos manteve a Universidade Pública brasileira como a última prioridade de seu governo, cujo maior signo foi a corrupção institucionalizada. 

Ademais, por suas atitudes e opiniões o senhor Lula sempre demonstrou desprezo pelo ensino e pela aprendizagem, cultuou a ignorância como uma virtude cívica e se referiu ao saber como um iníquo instrumento de dominação do povo pelas “elites”.

Fernando Batalha Monteiro
Professor Adjunto (aposentado)

Devolução de Diploma à UFF por culpa do “Doutor” Lula

Devolução de Diploma à UFF por culpa do “Doutor” Lula

Por Avelino Rui de Oliveira Taveirós

Roberto de Sousa Salles, Reitor da Universidade Federal Fluminense, comunico que enviei para você nesta data, 7 de maio de 2012, por Sedex (código para rastreamento SI375026628BR), o meu diploma de Engenheiro Industrial Metalúrgico outorgado por essa universidade, anexado a carta no seguinte teor:

Anexado à presente, devolvo a essa universidade, aos seus cuidados, o meu diploma de Engenheiro Industrial Metalúrgico outorgado por essa universidade. Esse diploma foi motivo de grande orgulho para mim, desde quando o conquistei e recebi, até o dia 4 de maio de 2012, quando essa universidade, sub sua regência, outorgou o título de Doutor Honoris Causa a Luiz Inácio “Lula” da Silva.

Não aceito ser bacharel por uma universidade que, por um lado, é tão rigorosa ao selecionar e diplomar seus alunos e, por outro lado, outorga alegremente o título de Doutor Honoris Causa a um indivíduo que ao longo de toda a sua vida pública tem demonstrado reiteradamente profundo desprezo pela educação formal.

Sem levar em conta aspectos éticos e políticos da história desse indivíduo, entendo que qualquer reitor de qualquer universidade que outorgar a ele qualquer título honorífico estará debochando de todos aqueles que concorreram a vagas, cursaram faculdades e se diplomaram nessa universidade. A Universidade Federal Fluminense praticou, sob a sua regência, um ato de vassalagem voluntária que denigre a história da universidade e diminui o mérito de todos que nela conquistaram algum título respeitando a educação formal e se dedicando ao estudo e à aquisição de conhecimento.

A História mostra que muitas pessoas e até mesmo povos inteiros já foram submetidos a vassalagem involuntária. A História mostra também que muitos resistiram e lutaram bravamente contra essa vassalagem involuntária e, independentemente do sucesso ou do fracasso dessa luta, o simples fato de terem resistido e lutado os honra. A grande maioria se acomodou e isso não constitui uma desonra – apenas faz parte da natureza humana. A verdadeira desonra é a vassalagem voluntária – que caracteriza uma minoria que ainda não entendeu e não representa a verdadeira natureza humana.

Preste vassalagem em seu próprio nome. Não envolva a universidade e o seus corpos docente e discente passados, presentes e futuros nos seus atos de vassalagem. Se quer se dar ao desfrute de espojar diante de quem quer que seja, tenha a coragem de fazê-lo em seu próprio nome, sem arrastar no chão a toga da Universidade Federal Fluminense.

Receba, senhor Reitor, o meu profundo pesar e a mais plena reprovação por esse ato.

República Federativa do Brasil, 7 de maio de 2012

Avelino Rui de Oliveira Taveiros, professor da Escola de Engenharia Industrial Metalúrgica de Volta Redonda, é Engenheiro Industrial Metalúrgico formado na Décima Terceira Turma da UFF.


sexta-feira, 11 de maio de 2012

Perderam o juízo e a vergonha

/ Blogs e Colunistas
11/05/2012
 às 6:57

José Dirceu, acreditem!, prevê massas nas ruas se for condenado pelo STF!!! Ou: na raiz da pantomima do Zé está a briga pelo espólio do PT. A lenta sucessão no partido já começou

Entenda por que José Dirceu montou a tresloucada operação para tentar se safar no Supremo, sem poupar STF, PGR ou imprensa. Ele quer mais do que a absolvição. Ele quer é, finalmente, ter o controle total do PT.
Ai, ai, terei de apelar a um autor que eles julgam “deles”, mas que José Dirceu certamente não leu porque não consta que o folgazão tenha sido um socialista muito disciplinado. No “18 Brumário”, ao esculhambar Luís Bonaparte — o sobrinho de Napoleão, que tentava viver como farsa as glórias do tio — escreveu Marx, acusando-o de se ligar à pior escória e formar um exército informal de vagabundos e desclassificados:
“(…) só quando ele próprio assume a sério o seu papel imperial, e sob a máscara napoleônica imagina ser o verdadeiro Napoleão, só aí ele se torna vítima de sua própria concepção do mundo, o bufão sério que não mais toma a história universal por uma comédia e sim a sua própria comédia pela história universal.”
A tirada serviria tanto para definir Luiz Inácio Lula da Silva como José Dirceu. O primeiro, no entanto, já está virando história (e esse fato é central nesta pantomima) — e fatalmente chegará o tempo em que será revisitado, por mais que o país emburreça. A caracterização da personagem patética, que faz de si mesmo uma imagem que os fatos se negam a referendar, serve hoje como a luva em José Dirceu, certamente o elemento mais deletério do petismo porque não carrega consigo nem mesmo a marca de certa inovação que Lula, sem dúvida, representou num dado momento da história — depois o sindicalista se perdeu e se dedicou à construção do aparelho partidário que ambicionaria, como ambiciona, substituir a sociedade.
Dirceu, com o aporte de Lula, está na raiz de uma frenética movimentação para tentar desmoralizar as instituições brasileiras. Nada escapa ao seu radar, como aqui se vem dizendo desde o fim de março: Procuradoria-Geral da República, Supremo Tribunal Federal e, obviamente, a imprensa. A exemplo de Luís Bonaparte, também tem a sua escória: o subjornalismo pistoleiro — em versão impressa e eletrônica — e uma gangue organizada para patrulhar a Internet e constituir uma enorme rede de difamação de adversários. O objetivo é um só: demonstrar que ninguém tem autoridade moral no país para condená-lo e aos demais quadrilheiros (como os caracterizou a Procuradoria Geral da República).
Todas as acusações que há contra a turma — escandalosamente recheadas de EVIDÊNCIAS E CONFISSÕES, como a feita por Duda Mendonça — seriam fruto de uma grande conspiração. Não por acaso, Rui Falcão, presidente do PT, a lorpa da democracia e do estado de direito, saiu atirando contra a o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, e contra a imprensa. “Contra a imprensa, não, contra a VEJA!”, diria um bobinho. Isso é bobagem! Podem ter lá a sua hierarquia de desafetos dentro do ódio geral. Mas o ódio que cultivam é à liberdade de expressão. Basta que lembremos quantas vezes eles tentaram criar mecanismos para censurar o jornalismo. Lula teria feito a promessa solene a alguns interlocutores que ainda conseguirá esse intento antes de sair de cena. Na semana passada, Falcão anunciou que a “mídia” será o próximo alvo do governo Dilma. Consta que falou por sua própria conta. De todo modo, o dinheiro público continua a financiar a esgotosfera, prática inexistente nas demais democracias do do mundo. Sigamos.
Povo nas ruasO “Zé” agora deu para espalhar por aí, com convicção mesmo, a seus interlocutores que “a sociedade não aceitará a sua condenação” e que, se isso acontecer, “haverá reação”. É mesmo? Reação de quem? Dirceu está confundindo a súcia virtual criada pelos seus sequazes, que finge formar um exército de milhões na Internet, com pessoas de verdade. Quem irá às ruas por José Dirceu, Delúbio Soares e José Genoino? Ousaria dizer que, hoje, nem mesmo o sindicalismo da CUT, que sabe ser pragmático quando interessa, se apressaria mover uma palha em favor deste senhor.
Por que tanto desespero?Lula e Dirceu se uniram nessa batalha por motivos diferentes. O primeiro não quer que seu governo fique com a marca de ter protagonizado o maior escândalo da história republicana. Se for superado, será pelo próprio petismo — algo me diz que, bem investigada, as relação do governo federal com a Delta pode disputar o primeiro lugar. Lula já reescreveu o passado, fez com o presente o que bem quis — porque boa parte da crítica política houve por bem suspender o juízo — e agora pretende aprisionar o futuro. Tem alma de ditador, mas contida por uma institucionalidade que nunca foi de seu agrado. De todo modo, está de olho na história.
Dirceu não! Dirceu está mesmo é de olho num, como direi, futuro mais próximo, que já começa a ser presente.  Lula, é fato, perdeu muito de seu vigor. Ainda que venha a recobrar  a saúde possível, já não é mais aquela força da natureza. Poucos se deram conta de que o PT começa a ensaiar os primeiros passos da sucessão — não sucessão formal, claro! Esta é irrelevante. O partido começa a dar os primeiros passos em busca da nova força unificadora. A máquina é gigantesca, e esse é um processo muito lento.
Atenção! Não se trata de buscar um novo Lula — isso não haverá, como não houve um novo Getúlio Vargas (Emir Sader, o apedeuta diplomado, escreve “Getulho”!!!). Trata-se de consolidar posições para liderar uma era partidária pós-Lula. Se José Dirceu for condenado — e, acreditem, há mais gente no PT torcendo por isso do que no PSDB!!! —, é evidente que ele e seu grupo perdem força. Ninguém se candidata a liderar uma das maiores legendas no país com uma condenação das costas de “chefe de quadrilha”. Gente com essa denominação merece é aquele terno listrado.
O Zé não está apenas querendo limpar a sua biografia ou pensando, sei lá, em obter ganhos pessoais. Nessa área, ele é um portento, não é mesmo? Já foi até consultor da construtora… Delta! Nada disso! O Zé quer é o poder mesmo! Se não for ele a liderar esse PT pós-Lula, pensa lá com seus botões, será quem? Sabe que a eventual condenação no Supremo provocará a deserção de alguns de seus generais. O Zé precisa da absolvição para travar a luta interna, que fatamente virá.
Perderam o juízo e a vergonhaDaí o vale-tudo. Essa gente perdeu o que restava de juízo e também a vergonha. E anda falando demais! Aqui e ali, os supostos votos no Supremo estão sendo cantados e anunciados como se a Corte fosse a casa da mãe-joana, e os ministros pudessem ser separados entre aqueles que estão enquadrados e aqueles que não estão. Prefiro pensar que isso tudo é fantasia e uma forma de difamação da corte. Nesse sentido, a defesa que ministros do Supremo fizeram ontem de Gurgel foi positiva.
Eis Dirceu! Na luta pelo poder, este senhor não mede consequências. O que o Supremo vai decidir, além da sua culpa ou da sua inocência perante a Justiça (e que os ministros decidam segundo os autos), é se o Brasil continuará ou não sujeito a seus métodos e à sua comédia pessoal, vivida como se fosse a história universal.
*
Se gostaram, passem o texto adiante. Vocês, de hábito, são do balacobaco. Nestes últimos dias, no entanto, têm se superado na grandeza. Muito obrigado!
Texto publicado originalmente às 5h20
Por Reinaldo Azevedo

sábado, 28 de abril de 2012

RESGATE DA HISTÓRIA CONTADA SEM PAIXÕES, POR UM ESTUDANTE DE BRASÍLIA

RESGATE DA HISTÓRIA CONTADA SEM PAIXÕES, POR UM ESTUDANTE DE BRASÍLIA

Palestra do Universitário Felipe Melo. Uma senhora aula. Vale a pena ler.
Caros amigos e amigas,
Muito interessante a palestra deste estudante universitário de Brasília
Faço minhas as palavras do Luiz Mauro que disse:
Parece que novos ventos começam a sobrar em nosso País.
Abraço
1964 e o governo militar Felipe de Oliveira Azevedo Melo
1º de abril de 2012
Caros leitores,

Ontem, participei do evento “1964 e o governo militar”, promovido pelo grupo Imperii. Fui convidado para falar sobre o que sempre nos ensinaram a respeito do movimento cívico-militar de 1964 e dos governos militares subsequentes. Preparei um discurso para ser lido nessa conferência, mas acabei falando de improviso. Em todo caso, publico o texto aqui, na íntegra, acrescido de algumas imagens elucidativas.

Senhoras e senhores, boa noite.

Antes de começar propriamente a minha fala, gostaria de dizer que muito me honrou o convite para falar diante dos senhores nesta noite. Sendo eu ainda jovem e estudante universitário de uma instituição federal de ensino superior, a Universidade de Brasília, tenho de como é inusitada a minha presença neste pequeno evento. Não apenas inusitada, mas importante: ainda que simbólica, minha presença aqui ilustra que, apesar de todos os esforços envidados nas últimas décadas, ainda há aqueles que não se deixaram envenenar pelas mentiras perniciosas ensinadas diuturnamente como verdades incontestáveis.

“A história é escrita pelos vencedores.” Essa frase é reputada como sido urdida por George Orwell, que, além de ter sido um dos maiores escritores do século XX, foi um homem que, com agudeza e talento, descortinou o pesadelo distópico materializado pela União Soviética. O que vemos hoje, senhoras e senhores, é justamente o oposto: aqueles que outrora foram derrotados hoje se valem de sua autoridade oficial para, covardemente, mutilar a história nacional e aviltar a honra daqueles que – parafraseando Churchill –ofereceram labuta, sangue, suor e lágrimas para impedir que o pesadelo orwelliano se concretizasse no Brasil.

O que corre nos meios acadêmicos de hoje a respeito desse período de nossa história é, como sói acontecer nos tempos escarninhos em que vivemos, a versão dos derrotados. São eles, efetivamente, os responsáveis pela construção desse período tão crucial e conturbado da história da nação brasileira. Emílio Garrastazu Médici, um dos maiores presidentes que o País jamais teve, é um nome capaz de provocar arroubos de ódio irracional e primitivo tal qual a figura de Emmanuel Goldstein incitava os chamados “dois minutos de ódio” na obra 1984, de Orwell. Leônidas Pires Gonçalves, Carlos Alberto Brilhante Ustra, Newton Araújo de Oliveira e Cruz, Golbery do Couto e Silva, Sebastião Rodrigues de Moura, todos esses nomes são, hoje, sinônimos de opróbrio, de tortura, de mentira e de morte. Em contrapartida, Carlos Marighella, Carlos Lamarca, Miguel Arraes, Leonel Brizola, Apolônio de Carvalho, Luís Carlos Prestes, Astrojildo Pereira, todos esses homens são saudados como heróis da pátria, guerreiros da liberdade, cavaleiros da esperança – título, inclusive, de uma biografia de Prestes escrita por Jorge Amado. 

No entanto, há alguns outros nomes que são convenientemente esquecidos, nomes que foram legados ao oblívio por, de alguma forma, ameaçarem toda a beleza meticulosamente construída do discurso da esquerda. São nomes de pessoas que provaram na própria pele – e, muitas vezes, às custas da própria vida – o amargo sabor do governo que se tentava, à força, instalar-se no País. Pessoas como o jornalista Edson Régis de Carvalho e o almirante Nelson Gomes Fernandes, vítimas do vergonhoso atentado promovido pelo grupo Ação Popular no Aeroporto Internacional de Guararapes, em Recife, no dia 25 de julho de 1966; o jovem soldado Mário Kozel Filho, cujo corpo foi destroçado por uma bomba durante o assalto ao Quartel-General do II Exército no dia 26 de junho de 1968, ação essa promovida pela Vanguarda Popular Revolucionária, chefiada por Carlos Lamarca; o lavrador fluminense Edmundo Janot, assassinado brutalmente a tiros, foiçadas e facadas no dia 11 de janeiro de 1969; o primeiro-tenente Alberto Mendes Júnior, que, num ato ímpar de coragem, ofereceu a si mesmo como refém de Lamarca para salvar seus companheiros de corporação, e que, de maneira ultrajante, foi executado a coronhadas de fuzil no dia 10 de maio de 1970. Estas, senhoras e senhores, são algumas das centenas de vítimas que a subversão imolou em suas ações criminosas, ações que, não podemos nos cansar de repetir, visavam à instauração de uma ditadura comunista no Brasil.

Eu já fui um estudante cuja mente estava dominada pela lógica macabra que enxerga num regime socialista um exemplo de verdadeira democracia. Boa parte da minha infância foi passada em reuniões do sindicato dos professores e do Partido dos Trabalhadores. Lembro-me de que, por volta dos dez anos de idade, minha mãe me deu uma cópia do Manifesto Comunista. Ela, professora, filiou-se ao PT após o racha do Partido Comunista Brasileiro, que deu origem ao Partido Popular Socialista. Leonardo Boff, Frei Betto, Paulo Freire, Lula, todos esses nomes eram sagrados em minha casa. Aprendi a verdadeiramente venerá-los. Nas campanhas eleitorais, vestia meu uniforme de militante-mirim – camisa com a foto do Lula, bandeira vermelha e boné do partido – para participar dos comícios, carreatas e afins. No ensino médio, com a ajuda sempre prestimosa e dedicada dos professores de ciências humanas, especialmente História e Geografia, comecei a minha militância política de fato. Lembro-me bem das vezes em que participei de protestos contra o governo “neoliberal” de FHC: fiz barricadas, agitei bandeiras, gritei palavras de ordem e enfrentei a polícia. Era, em suma, um espécime bastante jovem da manada de idiotas úteis que é manejada todos os dias pela esquerda. 

Quando comecei minha graduação em Direito, em 2002, fui convidado por um colega de classe a participar de uma reunião do grupo O Trabalho, uma tendência trotskista do PT. Pouco depois, filiei-me ao partido e ingressei nas profundezas do pensamento comunista. Marx era nosso Messias, tínhamos por apóstolos nomes como Lênin, Trotsky, Gramsci, Lukács, Althusser e toda a Escola de Frankfurt. O processo de lavagem cerebral pelo qual passei faria Pavlov ficar aterrorizado diante de tanta eficiência. Devido a minhas aptidões intelectuais e comunicativas, comecei a me transformar em um dos ideólogos do grupo: pesquisava a fundo a literatura socialista, contrapunha seus postulados com a realidade concreta e, invertendo completamente a ordem natural do pensamento humano, mutilava o mundo em que vivia para que se encaixasse com perfeição nas teorias que havia elegido como axiomas sagrados. Paradoxalmente, foi essa a minha salvação.
Por volta dos 19 anos, comecei a notar que havia alguma coisa muito errada em tudo aquilo. De alguma forma, algo não se encaixava, e uma sensação de desconforto instalou-se bem no fundo de minha alma. Ao contrário do que esperava, essa sensação começou a crescer, a se avolumar. Entrei no que se pode chamar de dissonância cognitiva. Todo aquele imenso e intrincado castelo ideológico começou a tremer e, após um estalo – que, confesso, até hoje não sei qual foi –, desabou todo em cima de mim. No entanto, consegui esgueirar-me para fora dos escombros. Afastei-me de toda e qualquer questão político-ideológica por um bom tempo. Precisava curar as feridas deixadas por aquele desabamento mental e digerir, de alguma forma, a sensação de orfandade intelectual que se seguiu a todoesse processo. 

Foi esse sentimento, esse sentir-se órfão, que me levou a procurar alternativas que condissessem com os valores que realmente me eram mais caros. Por incrível que possa parecer, ter ingressado na Universidade de Brasília me ajudou bastante nesse sentido. Ter um ponto de partida não foi difícil: bastava buscar conhecer aqueles autores que eram demonizados pela esquerda. Foi assim que soube da existência do filósofo Olavo de Carvalho, e, a partir dele, comecei a ingressar em outro mundo. Posso dizer, sem receio de parecer exagerado, que o professor Olavo representou minha salvação intelectual. Todo um universo de alta intelectualidade, tanto filosófica e quanto política, se abriu para mim a partir daí. Encontrei outras pessoas na universidade que conheciam esses mesmos autores, e, tendo contato constante com elas, pude orientar melhor meu pensamento e estudar a fundo todas as questões que me incomodavam. 

Todavia, tenho ciência de que sou representante de uma minguada exceção. Eu tive a audácia de questionar os cânones ideológicos que me empurravam goela abaixo, e não sei se posso afirmar que tive algum mérito nisso. Decerto, eu tive ganas de pesquisar, de ler, de saber, de descortinar todas aquelas verdades que foram deliberadamente mantidas bem longe de mim em meus anos escolares. Foi preciso um grande esforço e um considerável trabalho de garimpagem, pois a escumalha marxista, não contente em gozar de inconteste hegemonia no ambiente educacional brasileiro, trabalha incessantemente para manter a verdade sobre os fatos escondida sob toneladas de escombros de propaganda. São poucos, entretanto, os que pesquisam e buscam, por conta própria, conhecer essa época. Contentam-se com os enlatados de sabor doce e efeitos perniciosos que lhes oferecem todos os dias, e acabam tornando-se idiotas úteis devidamente adestrados. 

Na academia brasileira, onde há décadas o establishment socialista fez sua morada, a Verdade – com vê maiúsculo, essência do saber – de nada vale: o que vale unicamente são as verdades advindas da ortodoxia gramsciana, aquelas “verdades”, com muitas aspas, que não passam de instrumentalização ideológica de discursos carentes de rigor científico equaisquer valores humanos. Na Universidade de Brasília, faz parte do nosso cotidiano encontrar um sem-número de cartazes doutrinários espalhados pelos murais e pelas paredes dos prédios: enquanto uns exaltam o mau exemplo daqueles que deram suas vidas para mutilar própria pátria, outros exigem, peremptória e instantemente, punição para aqueles que, ao contrário, deram suas vidas por seu povo, por sua gente, pelas gerações que já se foram e por aquelas que ainda viriam. Quando alguém ousa contestar essa campanha torpe, eivada de mentiras e de um asqueroso ranço bolchevique, tenta-se calar sua voz a todo custo. 

Particularmente, já fui inúmeras vezes criticado, ameaçado e censurado, tanto por estudantes profissionais quanto por professores, por contestar essa unanimidade estupidificante que impera na universidade. Se eu ganhasse um real cada vez que me chamassem de “fascista”, “reacionário”, “autoritário” e que tais, certamente não estaria falando a vocês nesta noite, mas aproveitando umas boas férias em algum paraíso caribenho, ou talvez conhecendo a Europa. No mais das vezes, essas agressões não passaram de verborragia primitiva de seres incapazes de articular argumentos, mas ela quase chegou às vias da agressão física – e dentro da Universidade de Brasília, uma instituição de ensino cujo respeito à pluralidade seu magnífico reitor atesta, com docilidade dominicana, ante qualquer evidência de intolerância. No entanto, recuso-me a recuar diante de meus detratores. Eles não são apenas meus inimigos: eles são inimigos da Pátria, da Verdade e da Justiça. E é por amor a elas que eu me mantenho firme. 

Por falar em verdade, gostaria de rememorar dois fatos ocorridos durante o governo militar. No ano de 1968, Miguel Arraes – fundador do Partido Socialista Brasileiro (PSB) e avô do atual governador de Pernambuco, Eduardo Campos – fundou o Movimento Popular de Libertação (MPL). O objetivo do MPL era criar uma única frente socialista no Brasil,unificando todas as organizações atuantes no País. De acordo com o Projeto Orvil, “o MPL estabeleceu ligações com o PCB, AP, ALN e com os padres dominicanos de São Paulo. Através das facilidades oferecidas para que as organizações subversivas enviassem seus militantes a Cuba, o movimento estabeleceu vínculos com várias delas, entre as quais o PCBR e o COLINA.” Diante do fortalecimento do combate à subversão, proporcionado pelo AI-5, o projeto de Arraes foi dificultado em grande medida. Residindo na Argélia desde 1965, Miguel Arraes, seguindo a cartilha leninista com devoção, começou a trabalhar na criação de uma frente de agitprop que, a um só tempo, manchasse a reputação do governo brasileiro no exterior (sobretudo através de denúncias de tortura e outras agressões aos direitos humanos) e arrebanhasse a simpatia e o apoio internacional para as organizações terroristas brasileiras. Assim sendo, “em outubro de 1969, tomou a iniciativa, juntamente com o ex-deputado Márcio Moreira Alves, o padre Almery Bezerra e Everardo Norões, de criar, em Paris, a Frente Brasileira de Informações (FBI)”, conforme relata o Projeto Orvil.
Prossegue o documento:
“A criação da FBI ocorrera sem grande publicidade. Havia a necessidade da realização de uma solenidade de impacto que ajudasse à promoção da entidade. No dia 15 de janeiro de 1970, ocorreu no grande Salão de Mutualité, em Paris, a Reunião de Solidariedade com o Povo Brasileiro, prestigiada por personalidades da esquerda mundial e transformada no marco do nascimento da FBI ou Front”.
Tendo ao fundo um grande mural com a fotografia do finado Carlos Marighela, George Casalis – professor da Faculdade de Teologia Protestante de Paris – presidiu a cerimônia, com a participação de uma mesa diretora composta pelo advogado Jean Jacques de Félice, Blanquart, Miguel Arraes, Jean Paul Sartre, Michel de Certau – padre jesuíta, redator da revista Notre Combat, professor do Centro Experimental Universitário de Vincennes –, Pierre Jalée – presidente do Comitê de Defesa da revista Tricontinental, e autor de diversas obras sobre a economia do Terceiro Mundo –, Jan Talpe – físico belga, ex-professor da USP, expulso do Brasil por envolvimento com a ALN –, Luigi Maccario – secretário-geral da Federação Italiana de Metalúrgicos – e M. Ghisenti. Essas presenças, por si só, davam aos espíritos menos desatentos, a nítida orientação ideológica da solenidade.
[...] 

Os organizadores do encontro propuseram, ao final da reunião, uma Campanha Contra a Repressão Política na América Latina – típica das organizações de frente comunistas –, visando a: apoiar as forças de libertação que lutam no Brasil e em toda a América Latina; fazer com que todos os franceses tomem conhecimento e comunguem com os interesses dos povos latino-americanos; e informar, suscitar reuniões públicas e estudar de maneira profunda as relações da Europa e da América Latina, descobrindo meios de ação e de pressão. A programação da campanha foi articulada em Paris, tendo como principais articuladores Miguel Arraes, Almino Afonso, Jean Paul Sartre e Waldech Rochet, secretário-geral do Partido Comunista Francês”.
Quando se trata do combate imposto aos subversivos durante o governo militar, o mais comum é que se refira a eles como um punhado de jovens idealistas, sonhadores e de bom coração, cujo único interesse era fazer do Brasil um lugar melhor. Também se refere a eles como amadores, que não contavam com nenhum recurso além de sua boa vontade e sua paixão pela liberdade. Nada poderia ser mais falso. Tratava-se, efetivamente, de uma rede internacional muito bem organizada, financiada por governos socialistas e treinada pelas mais eficientes e temíveis polícias secretas comunistas. 

O segundo fato que quero relembrar ocorreu durante o governo do general Médici: a sucessão de tentativas mal sucedidas de seqüestro de Curtis Cutter, cônsul norte-americano em Porto Alegre, em 1970. Após uma coleção de erros de operação – na terceira e última tentativa infrutífera de seqüestro, o cônsul saiu ferido com um tiro na omoplata –, a atenção das autoridades foi atraída para o grupo de terroristas da VPR que planejaram a ação. Por ocasião de sua prisão, apreendeu-se, dentre outras coisas, uma minuta de comunicado da VPR que seria divulgada à imprensa. Assim dizia o comunicado: 
“O cônsul norte-americano em Porto Alegre, Curtis Cutter, foi seqüestrado às tais horas do dia tal de março pelo Comando “Carlos Marighella” da Vanguarda Popular Revolucionária. Esse indivíduo, ao ser interrogado, confessou suas ligações com a CIA, Agência Central de Inteligência, órgão de espionagem internacional dos Estados Unidos e revelou vários dados sobre a atuação da CIA no território nacional e sobre as relações dessa agência com os órgãos de repressão da ditadura militar. Ficamos sabendo, entre outras coisas, que a CIA trabalha em estreita ligação com o CENIMAR, fornecendo inclusive orientação a esse último órgão, sobre os métodos de tortura mais eficazes a serem aplicados nos prisioneiros. A CIA e o CENIMAR sofrem a concorrência do SNI, sendo que essa rivalidade é tão acentuada que em certa data um agente da CIA foi assassinado na Guanabara por elementos do SNI. Esse informe foi cuidadosamente abafado pela ditadura, mas o depoimento do Agente Cutter, nosso atual prisioneiro, permitiu que o trouxéssemos a público”.
Como é possível que, em jamais tendo conseguido abduzir o cônsul, os subversivos soubessem dessas informações tão “sensíveis” sobre o funcionamento interno do aparato de segurança do Estado? Essa é uma evidência incontestável do recorrente uso da mentira como método de ação sistemático por parte dos subversivos brasileiros, que, tanto dentro quanto fora do País, espalhavam suas invencionices visando ao constrangimento público do governo brasileiro e a angariar apoio para o movimento revolucionário marxista. Mesmo diante dessa evidência, mentiras como essas não são apenas tidas como fatos verídicos e ensinadas nos meios educacionais, mas servem de base hoje para a instauração de verdadeiros tribunais de exceção, como a infame Comissão da Verdade, e para processos judiciais que ferem todos os ditames da justiça.

O estado de guerra cultural em que vivemos é cruento. A cada instante, nos mais variados momentos, vemos o esforço meticuloso, deliberado, com que a esquerda se utiliza da universidade para promover a sua engenharia social. A partir do momento em que a Verdade foi reduzida a uma questão de ponto de vista, à escolha e à defesa de discursos (como preconizou, sobretudo, o venerado Michel Foucault), tudo se tornou permitido – exceto, claro, qualquer coisa que lembrasse vagamente tradição, ordem e todo esse “arcaísmo conservador”. Assumir uma clara postura em defesa da vida – por exemplo, ao atacar os esforços que testemunhamos para legalizar o aborto e as drogas – pode resultar em ostracismo e perseguição sistemática. Para a maioria dos estudantes universitários que se defrontam com um ambiente tão hostil, a atitude normal é calar-se e, aos trancos e barrancos, levar a termo a graduação o mais rápido possível. Isso não acontece sempre de maneira tranqüila: muitos acabam sendo cooptados pelas ideologias da moda e, como eu, transformam-se em idiotas úteis, verdadeiras buchas-de-canhão. 

Os esforços envidados pelos derrotados de outrora para reescrever a nossa história e praticar, sem amarras, seu abjeto revanchismo, estão multiplicando-se num ritmo alarmante. Mais uma vez, recorro a Orwell: “Quem controla o passado, controla o futuro; quem controla o presente, controla o passado.” É por isso, senhoras e senhores, que o nosso encontro neste 31 de março é tão importante. Ele é importante no sentido de que nos lembremos sempre de que aqueles que controlam o presente estão mutilando o nosso passado, e que é através da deturpação da memória nacional que moldarão um futuro funesto para as gerações vindouras. Ele é importante para lembrarmos os valores que nos são caros, valores sobre os quais nossa sociedade e nossa civilização foram erguidas: honra, integridade, coragem, honestidade, decência e lealdade. 

O que devemos fazer para reverter essa situação? O general Leônidas Pires Gonçalves, em suas entrevistas, sempre nos lembra que “o soldado é o cidadão uniformizado para o exercício cívico da violência”. Repito: estamos em guerra, e, nessa guerra, todos somos soldados. No entanto, devemos ser soldados da Verdade. Façamos da coragem, da honestidade e da isenção as nossas armas. Não há receita pronta para vencermos os novos combates que ora travamos. Imprescindível é que não esmoreçamos, que mantenhamos a guarda erguida, que lutemos incansavelmente em nome de todos os valiosos alicerces da nossa nação, alicerces por cuja defesa tantos homens deram suas vidas. A violência que devemos exercer é a violência dos fatos contra os delírios; esmagar a serpente do logro, da injúria e da deturpação com as solas de nossas botas. Nossas trincheiras não devem ser as trincheiras convencionais, mas aquelas em que o inimigo age: as escolas, as universidades, os meios de comunicação, o mercado editorial... Hoje, urge que olhemos para o passado, nós, que estamos sob a guarida da Verdade, e arranquemos dele as forças para enfrentar nossos inimigos no presente. Só assim será possível garantir um futuro menos tenebroso para nossos filhos, netos e bisnetos.
Muito obrigado

domingo, 15 de abril de 2012

PACIÊNCIA DE KUNG FU


PACIÊNCIA DE KUNG FU

A melhor palavra que achei no dicionário para definir paciência foi PERSEVERANÇA. Significa insistir ou, como dizia Churchill durante a Segunda Guerra, não desistir jamais, continuar. Definitivamente, a paciência não é mais uma virtude de nossos tempos. A rapidez da Internet, o twitter frenético, as fotos no Facebook mudando rapidamente, a quantidade enorme de e-mails que recebemos diariamente, o IPad, os torpedos, o Messenger, nada disto contribui para estimular nossa paciência. Paradoxalmente, entretanto, ela nunca foi tão necessária!

Paciência para estudar, para manter um cliente, para aprender, para ensinar, para detalhar um plano de ação, para utilizar um método, para resistir à frustração de um fracasso profissional, para resolver um problema, para tocar um projeto, para fazer longas reuniões com a equipe, para ler os detalhes de um relatório de auditoria ou da ouvidoria, para treinar atitudes em um funcionário, paciência! 

O contrário da paciência é a desistência. Você fica impaciente com a demora e simplesmente desiste. “Joga tudo para o alto”, “chuta o pau da barraca”, “joga a toalha”. Dizem que o sucesso fica um pouco mais adiante do ponto onde a maioria desiste!

O sofrimento é temporário e a desistência é permanente.

O que tempera o caráter de uma pessoa é a dor e o sofrimento. Quando a dor entra, a fraqueza sai do corpo. Estudar conhecendo a angústia de não saber, praticar exercícios físicos sentindo o corpo pedir a cama quente, tomar um ônibus na madrugada fria ao invés de dormir, trabalhar duro em vez de vadiar, dormir pouco, descansar menos ainda, preocupar-se, ir para a aula à noite após um dia de trabalho, enfrentar o mundo desconhecido de um projeto, saber que pode não dar certo, arriscar todo o prestígio em uma empreitada, olhar para a filha dormindo e saber que ela depende de você, tudo isto dói, mas forja a grandeza dos vencedores.

Paciência não significa lentidão, resignação, acomodação. Ao contrário, é a virtude de começar tudo novamente após uma grande derrota, é não entregar-se jamais. É uma árvore com raízes muito amargas, mas com frutos muito doces... 

Como os praticantes do Kung Fu sabem, talvez a primeira tarefa para quem deseja ser um grande lutador seja apenas lustrar um móvel, passando o pano para cima e para baixo, para baixo e para cima, durante horas, dias a fio. 

Alguém me disse um dia destes: “sou formada em Administração, tenho vinte e sete e anos e tudo o que consegui foi um emprego temporário de demonstradora de um produto nos supermercados. Este emprego não está à minha altura”. Esta frase é autoincriminatória por natureza. Provavelmente, esta pessoa sempre será um fracasso, se insistir em não começar por baixo. Fazer o melhor, em qualquer situação, só ajuda. 

Nada que é bom fica sem dono. Eu disse para ela: “Se você for a melhor, a mais técnica, a mais simpática demonstradora, alguém notará você e o progresso será inevitável, mas você deve ter paciência, alegrar-se com a oportunidade que está tendo e esquecer a arrogância”. 

Um bom ensinamento para nossos filhos e para nossos profissionais: a paciência!

Veja o que a Bíblia ensina: Romanos 5: 3 e 4 diz assim: “E não somente isto, mas também nos gloriamos nas tribulações, sabendo que a tribulação produz paciência; e a paciência, a experiência; e a experiência, a esperança”.

Paulo Ricardo Mubarack

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Caetano Veloso - É proibido proibir

Fonte: Bruno Toscano Franco

Um belo texto e uma aula para quem acredita mesmo que os militares do Brasil foram ruins para o nosso povo, ao evitarem que os escroques comunistas que estão no poder hj do nosso país, chegassem ao poder para instalarem o comunismo em nosso país, ao bravos heróis e honrados homens do EXÉRCITO BRASILEIRO, o meu mais profundo reconhecimento e admiração... Por favor, não deixem de ler este belo texto...

Ditadura militar?
PAULO MARTINS
GAZETA DO PARANA

Está aí uma ditadura pior do que aquela que hoje insistem em apelidar de 'ditadura militar'. Como nos dias de hoje, naquele período fui também um crítico. Não lembro de ter sido perseguido, como insistem em afirmar que era o hábito da época aqueles que, por falta de argumento para uma retórica razoável, apelam sem disfarces para o desvirtuado e corrosivo 'ouvi dizer'.

Que ditadura era aquela que me permitia votar ? Que nunca me proibiu de tomar uma cervejinha num desses bares da vida após as vinte e três horas ? Ou num restaurante de beira de estrada ?

Que ditadura era aquela que nunca usou cartão corporativo para as primeiras damas colocarem até botox no rosto ou para outros roubarem bilhões de reais do povo brasileiro ? Vi, sim, perseguições, porém contra elementos de alta periculosidade à época, como o eram os Zés Dirceus, Zé Genoino, Dilma Roussef - a Estela - Marco Aurélio Garcia, Diógenes, o assassino do Capitão Schandler, como os que colocaram bombas em lugares públicos, como aquela no aeroporto de Guararapes, cujo resultado foi a morte de gente inocente, ações de subversivos que desejavam implantar no Brasil um regime comunista, e para tal seguiam planos de formar nas selvas o que hoje, na Colômbia, chamam de FARCs.

Que ditadura era aquela que permitia que a oposição combatesse o governo, como ocorria com deputados como Ulisses Guimarães, apenas para se citar um nome?

Que ditadura era aquela que jamais sequer pensou em proibir a população de usar armas para se defender, como hoje criminosamente pretendem ?

Que ditadura era aquela que em nome da democracia, jamais admitiu invasão de propriedades e jamais sustentou com cestas básicas em acampamentos e jamais impediu a policia de agir, como a ditadura de hoje ?

Que ditadura engraçada aquela que chegou a criar até partido de oposição! Curiosa essa democracia de agora, em comparação ao que chamam de 'ditadura militar', 'democracia que permite que ladrões do dinheiro público continuem ocupando cadeiras no parlamento e cargos no governo e tolera até mesmo um presidente alegar que 'não sabia', para fugir de sua responsabilidade para com a causa pública. Que ditadura militar era aquela que jamais deu dinheiro de mão beijada para governantes comunistas, amigos de presidnte, como ocorre com a ditadura de hoje e, contra a qual não nos permitem sequer contestação ?

Que ditadura era aquela que jamais proibiu a revelação das fuças de bandidos em foto e TV como ocorre na 'democracia' de hoje, numa gritante e vergonhosa proteção do meliante, agressor da sociedade ? Escuta telefônica, eis mais uma ação da 'democracia' de hoje e proibida à época 'daquela ditadura militar'.