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sábado, 4 de abril de 2026

A Pérsia (Irã) não é um país árabe.

Por que o Irã não é um país árabe?

Confundir o Irã com um país árabe é um erro comum no imaginário ocidental, mas revela um problema maior: a tendência de tratar o Oriente Médio como um bloco homogêneo. 

Iranianos e árabes pertencem a grupos étnicos, linguísticos e culturais distintos. 

Os persas originaram-se de povos nômades de raízes indo-europeias (ou indo-arianas) que migraram da Ásia Central para o sul do planalto iraniano por volta de 1000 a.C.. 

Estabeleceram-se na região de Fars (atual Irã) e inicialmente foram dominados pelos medos até se unificarem sob Ciro, o Grande, em 550

Religião não define etnia, portanto, nem todo muçulmano é árabe, e o Oriente Médio não é sinônimo de “mundo árabe”. Entender essa diferença é essencial para compreender identidade, história e geopolítica na região.

A identidade árabe é definida principalmente por língua e cultura: são considerados árabes os povos que têm o árabe como língua materna e compartilham herança histórica ligada à Península Arábica. 

Integram o mundo árabe um conjunto de 22 países, como Arábia Saudita, Egito e Jordânia, que somam cerca de 450 milhões de habitantes.

O Irã não faz parte dessa construção histórica. Sua população é majoritariamente persa, de origem indo-europeia, e sua língua oficial é o farsi. 

A civilização persa antecede o islamismo em séculos: impérios como o antigo Império Persa moldaram a região muito antes da expansão árabe do século VII. 

Irã antes da revolução Islâmica
Conhecido no Ocidente como Pérsia até o início do século XX, o país passou a se chamar oficialmente Irã em 1935. Hoje, tem cerca de 88 milhões de habitantes, dos quais 60% a 65% são persas e entre 90% e 95% seguem o islamismo xiita.

Ainda que o Irã seja majoritariamente muçulmano xiita, o islamismo não constitui identidade étnica. Existem árabes cristãos, turcos muçulmanos, curdos muçulmanos e diversas outras combinações identitárias. 

Outro problema comum é reduzir a região a “conflito religioso”, o que empobrece a análise, na medida em que generalizações apagam identidades e alimentam estereótipos.

Dessa forma, compreender as diferenças entre árabes e persas é condição básica para qualificar o debate público, principalmente em momento de tensões e conflitos intensificados, como o que vivemos nesses dias.

O Irã não era um pais mulçumano

O islamismo entrou na Pérsia (atual Irã) no século VII, com a conquista muçulmana do Império Sassânida, ocorrida aproximadamente entre 633 e 651 d.C..

Esta invasão árabe-islâmica, realizada pelo Califado Rashidun, pôs fim à dinastia sassânida e transformou a religião e a cultura da região.

Pontos-chave da islamização da Pérsia: Conquista Militar: Batalhas decisivas, como a de al-Qadisiyyah, ocorreram por volta de 636 d.C., culminando na queda do império.

Adoção Gradual: Embora a conquista tenha sido rápida, a conversão da população ao islã foi um processo gradual.

Resistência Cultural: Diferente de outras regiões, os persas mantiveram sua língua e cultura, influenciando o mundo árabe posteriormente.

Xiismo: Séculos mais tarde, a dinastia safávida (iniciada em 1501) estabeleceu o islamismo xiita como a religião oficial do país. 

quinta-feira, 2 de abril de 2026

O Grupo de Mídia e Tecnologia de Trump divulga os resultados do ano fiscal de 2025.

 

O Grupo de Mídia e Tecnologia de Trump divulga os resultados.

> US$ 2,5 bilhões em ativos financeiros 
> Fluxo de caixa operacional positivo para 2025 
> US$ 44 milhões em recursos provenientes da estratégia de opções 

SARASOTA, Flórida, 27 de fevereiro de 2026 (GLOBE NEWSWIRE) 

A Trump Media and Technology Group Corp. (Nasdaq: DJT) ("TMTG" ou a "Empresa"), operadora da plataforma de mídia social Truth Social, do serviço de streaming de vídeo Truth+ e da marca de serviços financeiros e FinTech Truth.Fi, anunciou seus resultados financeiros para o ano fiscal encerrado em 31 de dezembro de 2025. Esses resultados estão incluídos no Relatório Anual da TMTG no Formulário 10-K, que será arquivado hoje na Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC).

A TMTG encerrou 2025 com ativos financeiros de aproximadamente US$ 2,5 bilhões, incluindo caixa, caixa restrito, investimentos de curto prazo, títulos de renda variável, notas promissórias a receber, ativos digitais e ativos digitais em garantia — mais que triplicando os US$ 776,8 milhões em ativos financeiros da empresa no final de 2024. Esses ativos posicionam a TMTG para continuar buscando todos os seus principais objetivos estratégicos, incluindo:dando continuidade à implementação de sua estratégia de fusões e aquisições;
Expandindo ainda mais as plataformas Truth Social e Truth+;
Expandindo robustamente a marca Truth.Fi, incluindo seus novos lançamentos de fundos negociados em bolsa ("ETFs") e contas administradas separadamente ("SMAs"); e continuar a integrar a estratégia de criptomoedas da empresa em suas operações e planejamento financeiro.

A empresa alcançou um marco importante ao registrar um fluxo de caixa operacional positivo de US$ 14,8 milhões em 2025, incluindo fluxo de caixa positivo e crescente em cada um dos últimos três trimestres, em comparação com uma saída de caixa operacional de US$ 61,0 milhões em 2024. Tendo alcançado um fluxo de caixa operacional positivo em um ano civil menos de dois anos após sua abertura de capital, a TMTG acredita que suas estratégias de diversificação, aquisições e crescimento posicionam a empresa para o crescimento futuro da receita e a criação de valor para os acionistas a longo prazo.

Além disso, como parte de suas atividades de hedge de tesouraria em bitcoin, a TMTG obteve US$ 44 milhões em recursos financeiros por meio de sua estratégia de opções de venda cobertas.

O CEO e presidente do Conselho da TMTG, Devin Nunes, afirmou: "A TMTG entrou em um período crucial de expansão e diversificação. Desde a abertura de capital em março de 2024, nossos ativos financeiros cresceram de aproximadamente US$ 200 milhões para cerca de US$ 2,5 bilhões no final de 2025. Agora temos fluxo de caixa operacional positivo, impulsionado em parte pela receita proveniente de nossa estratégia de opções. 

A solidez do nosso balanço patrimonial permitiu que a empresa executasse rigorosamente nossa estratégia de fusões e aquisições, ao mesmo tempo em que lançava novos produtos e serviços, como nossos produtos financeiros Truth.Fi. Esperamos manter esse ritmo em 2026 e nos anos seguintes, posicionando a TMTG como líder na economia 'América Primeiro'."

Em 2025, a TMTG apresentou um prejuízo líquido consolidado de US$ 712,3 milhões, composto principalmente por perdas não realizadas decorrentes da queda no preço de ativos digitais e títulos relacionados a ativos digitais. Isso incluiu perdas não monetárias relacionadas a variações no valor justo de ativos digitais e ativos digitais dados em garantia (US$ 403,2 milhões) e perdas não monetárias decorrentes da marcação a mercado do valor justo de títulos relacionados a ativos digitais (US$ 178,8 milhões). 

O valor também inclui US$ 59,2 milhões em remuneração baseada em ações não monetária e US$ 27,0 milhões em despesas com juros não monetárias sobre dívidas em aberto, resultando em um prejuízo EBITDA ajustado consolidado de US$ 664,4 milhões. A empresa registrou receita de US$ 3,7 milhões no ano.

Sobre a TMTG

A missão da Trump Media é acabar com o ataque das grandes empresas de tecnologia à liberdade de expressão, abrindo a internet e devolvendo a voz às pessoas. 

A Trump Media opera a Truth Social, uma plataforma de mídia social criada como um porto seguro para a livre expressão em meio à censura cada vez mais severa por parte das grandes corporações de tecnologia; a Truth+, uma plataforma de streaming de TV com foco em canais de TV ao vivo para toda a família e conteúdo sob demanda; e a Truth.Fi, uma marca de serviços financeiros e FinTech que incorpora veículos de investimento com foco nos valores americanos.