A PF apura se um auditor da Receita Federal, identificado como Marco Antônio Canella, cometeu os crimes de prevaricação e descaminho ao permitir a entrada no país de bagagens sem fiscalização. O caso envolve um voo que transportava Motta e o senador Ciro Nogueira (PP-PI).
De acordo com a investigação, cinco volumes levados pelo piloto José Jorge de Oliveira Júnior teriam entrado no Brasil sem passar por raio-x na noite de 20 de abril de 2025. O voo retornava da ilha de São Martinho, descrita pela corporação como um paraíso fiscal no Caribe. A aeronave pertence ao empresário Fernando Oliveira Lima, conhecido como “Fernandin OIG”, apontado como operador de plataformas de apostas on-line. Ele já foi ouvido pela CPI das Bets e negou ligação com o chamado “jogo do tigrinho”.
Além de Motta e Nogueira, estavam a bordo, de acordo com a PF, os deputados Dr. Luizinho (PP-RJ) e Isnaldo Bulhões (MDB-AL). A lista de passageiros incluía ainda o ex-vereador de Teresina Victor Linhares, alvo da Operação Carbono Oculto, que investiga ligações entre o crime organizado e o setor de combustíveis.
Ao Metrópoles, Fernando Oliveira Lima afirmou ter conversado com José Jorge de Oliveira Júnior. Segundo ele, o piloto disse que os volumes apontados pela Polícia Federal eram “itens pessoais” e que o desembarque ocorreu dentro dos procedimentos normais. A reportagem também procurou o senador Ciro Nogueira, mas não obteve resposta até o momento.
Marco Antônio Canella, Dr. Luizinho e Isnaldo Bulhões foram acionados para se pronunciarem. Luizinho afirmou que não vai se manifestar. Até a publicação, os demais não haviam respondido. O piloto José Jorge de Oliveira Júnior não foi localizado.
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🤳 LUIS NOVA/ESPECIAL METRÓPOLES @LuisGustavoNova
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