Mostrando postagens com marcador guerra. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador guerra. Mostrar todas as postagens

domingo, 4 de dezembro de 2011

Carta de um Sargento ao Comandante do Exército

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Sarides Ferreira de Freitas

Militar age, executa ou produz seus deveres, sob ORDEM. Livre do jugo da subordinação, se esquiva, se omite; seja por comodismo, descaso ou medo. Há honrosas exceções.  Nenhuma idéia, nenhum movimento, é bom suficiente para sensibilizar e mobilizar adeptos. Em número que realmente possa fazer diferença! Nem pensar! Aqui nunca vingou nada que se plantou. A mente dos militares são terras inférteis.

A Esquiva, a Omissão, o Comodismo, o Descaso e o Medo, não fazem parte da rotina da Caserna. Porque então esta dubiedade no agir. Todos os militares sabem que a Esquiva, a Omissão, o Comodismo, o Descaso e o Medo praticados fora da Caserna, permitiram a degradação da Nação, das FFAA e da Família Militar.

Não temos representantes no Congresso Nacional, a Presidente nos despreza, não há lobby pelas FFAA. Ou articulamos ou breve estaremos iguais ao Povo Cubano!

Enviei uma carta ao Comandante do Exército; isto em si, não significa nada! É só uma carta. E se milhares de cópias forem enviadas? Com certeza surtirá o efeito desejado. A atual conjuntura exige Atitude singular dos militares.

Faça valer seu “juramento”... Ou então desonre–o com: A Esquiva, a Omissão, o Comodismo, o Descaso e o Medo e deixe para seus filhos o pesadelo do Totalitarismo.

As FFAA só atuam em defesa da Pátria por aclamação popular; como em 1964.

O povo está entorpecido. Façamos a vez do povo.

A Carta

Excelência!

É com extremada contrariedade, robusto constrangimento, exacerbada revolta e imensurável insatisfação que me dirijo a Vossa Excelência, dado o pressuposto, de que meu apelo cairá na vala comum das tergiversações que tem norteado as ações dos Guardiões da Nação e da Constituição Federal, peço vênia!

Nos últimos tempos todas as autoridades, mesmo aquelas sob o compromisso do Sagrado Juramento, estão violentando nossa Lei Maior, estão tratando a Constituição Federal, como uma indigna prostituta.

O Supremo Tribunal e o Congresso Nacional estão a serviço do Executivo e ambos denegam o dever maior, qual seja o de “Guardiões da Constituição Federal”. Vão além: são useiros e vezeiros em estuprá-la. O Procurador Geral da República e o Ministério Público, omissos.

General!

Há muito, os Três Poderes não são independentes! Só não vê o cego, o mal intencionado ou aqueles que se locupletam neste mar de lama...

Creio piamente que Vossa Excelência não está enquadrada na cegueira, na má intenção ou no locupletar. Destarte, ouso indagar: o que vos impede de agir em defesa da nossa Pátria, como preceitua os vossos deveres, incluso o “Sagrado Juramento.” Se eu, simplório, sei que as vossas atribuições não se restringem a defender a Nação somente de inimigos externos, sendo os internos mais execráveis, por serem apátridas traidores e com maior rigor devem ser expurgados. Com infinita propriedade Vossa Excelência detém a extensão da fidelidade que Vosso Cargo imputa.

Se factível, rogo justifique a prolongada tergiversação.

Ainda há tempo de remissão.

A Lei prevê revisão anual dos nossos soldos em janeiro.

LEI No 10.331, DE 18 DE DEZEMBRO DE 2001. Regulamenta o inciso X do art. 37 da Constituição.

Art. 1º As remunerações e os subsídios dos servidores públicos dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário da União, das autarquias e fundações públicas federais, serão revistos, na forma do inciso X do art. 37 da Constituição, no mês de janeiro, sem distinção de índices, extensivos aos proventos da inatividade e às pensões.

Ferindo o preceito constitucional, o governo tem distribuído esmolas, com índices fajutos, em datas aleatórias, sem nunca nos contemplar com a revisão constitucional.

Por dez janeiros, com a vossa cumplicidade, esta regra constitucional não foi cumprida. Gerando uma defasagem de 135%. Creio ser redundante enunciar: “o presidente da república não pode deixar de cumprir a constituição,” sem arcar com as consequências; com STF e Congresso Nacional a soldo do Executivo, recai sobre vossos ombros restabelecer a normalidade democrática. Não sabemos em nome do que, não o faz.

Senhor!

A Tropa não espera que um governo comunista a remunere bem. A Tropa quer que o seu Comandante cumpra o papel precípuo de Comando: ser responsável pelo destino dos subordinados. Ser responsável pelo sustento da Tropa é responsabilidade intransferível. A Tropa não é formada por bandoleiros, mercenários, a Tropa serve ao País. Existem Leis que a amparam. Estão à espera de quem as façam valer. Este é o meu apelo; o apelo da Tropa.

“A Defesa da Pátria não pode se subordinar à vontade política - de indivíduos, autoridades ou partidos – e nem aos interesses econômicos – nacionais ou transnacionais. Na defesa da Pátria e dos Poderes Constitucionais, a “iniciativa” (prevista no Artigo 142 da CF), deve ser dos comandantes das Forças Armadas, em cumprimento do dever de ofício. Agir de forma contrária significa incorrer em crime de responsabilidade ou até de prevaricação, dependendo do caso.”

“Nada mais perigoso do que se fazer Constituição sem o propósito de cumpri-la. Ou de só se cumprir nos princípios de que se precisa, ou se entende devam ser cumpridos – o que é pior (...).. No momento, sob a Constituição que, bem ou mal, está feita, o que nos incumbe, a nós, dirigentes, juízes e intérpretes, é cumpri-la. Só assim saberemos a que serviu e a que não serviu, nem serve. Se a nada serviu em alguns pontos, que se emende, se reveja. Se em algum ponto a nada serve – que se corte nesse pedaço inútil. Se a algum bem público desserve, que pronto se elimine. Mas, sem na cumprir, nada saberemos. Nada sabendo, nada poderemos fazer que mereça crédito. Não a cumprir é estrangulá-la ao nascer'”. Pontes de Miranda, em magistério revestido de permanente atualidade.

General!

Não há dignidade em uma Nação , quando os direitos Constitucionais são violados, sob o olhar complacente de quem, por dever de ofício, deve coibir tal prática.

Não há segurança nacional, quando propriedades são destruídas por vândalos, financiados pelo governo federal com verbas públicas.

Não há segurança nacional, quando por opção ideológica, o Comandante em Chefe das Forças Armadas, nega recursos financeiros para manter os poderes dissuasórios, compatíveis à grandeza territorial e as incalculáveis riquezas

Descumprir uma vírgula da Constituição Federal é crime! Neste desgoverno, todos estão descumprindo-a.

“Por isso, na hora de decidir se age ou não na defesa da pátria e da soberania, o comandante militar não precisa ficar com a dúvida. Quando tiver a obrigação de cumprir o que define a Constituição, não corre risco de ser acusado de “golpista” – como é o temor geral pós-64, que apavora as legiões.”

“O servidor público militar que tiver medo de cumprir a Lei Maior, deve mudar de profissão ou passar para o lado do crime organizado, cuja lei é a barbárie. Não serve para “servir” às Forças Armadas.”

Vossa Excelência sabe que por vossa omissão, os melhores quadros das FFAA estão renunciando à sua vocação primeira, para não passarem pelo constrangimento de na ativa, virar CAMELÔS!

Contando com a vossa aquiescência, nós , os deserdados dos reajustes salariais, que os políticos concedem a si mesmos , esperamos ansiosos , que nos próximos janeiros, Vossa Excelência nos agracie com a revisão anual insculpida na Lei Maior. Por ver a Constituição ser tratada como uma hetera, lesado pela queda do poder aquisitivo dos meus vencimentos, ignizado, extravasei! Dê um basta nesta inconstitucionalidade. “Ultima ratio”.

“Sol lucet omnibus”.

Reivindicar um direito não é crime. Não somos litigantes desonestos, queremos apenas o que a inflação tomou. Só não temos quem advogue por nós. Estamos ÓRFÃOS... Sem ARRIMO...

Se não houver pressão da base, a cúpula permanecerá estática, somente uma ação provoca reação, ou lutamos por nossos diretos ou pereceremos (na mendicância).

Tergiversação, conduta permanente dos descompromissados com a honra!

Todo brasileiro que tenha recursos para isso está autorizado e solicitado desde já a reproduzir este aviso e fazê-lo publicar no órgão de mídia de sua preferência, assim como a divulgá-lo por quaisquer outros meios ao seu alcance. Preservado o Teor e a Fonte.

Sarides Ferreira de Freitas é 2º Sargento Reformado do EB.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Interpelação extra judicial ao senhor Luiz Inácio Lula da Silva


Cabe uma interpelação extra judicial ao senhor Luiz Inácio Lula da Silva para que confirme ou negue as palavras que lhe foram atribuída por um órgão de imprensa não ainda identificado. Caso confirme, trata-se de uma declaração que atinge o pundonor dos militares, tornando indeclinável o dever de acioná-lo pelo crime de Injúria.

Caso comandantes de Força não ingressem em juízo ( e estou quase certo de que se omitirão ), o Clube Militar, que, em tese, nos representa, terá de fazê-lo. E, também, os aguerridos grupos TERNUMA e GUARARAPES. Por último, se não o fizerem ( também penso que se omitirão pois são muito afirmativos em valentia verbal, ou seja, muita fala e nenhuma bala ), não podemos deixar de convocar um grupo de militares inativos para ingressar com a ação. A única dirimente que poderá beneficiar a Lula é seu estado permanente de embriaguez.

BATALHA



Pelo menos um !!!
Por Geraldo Erico Acioli Rebelo


Diante da reação negativa dos militares à escolha de Celso Amorim para comandar o Ministério da Defesa, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou os militares descontentes com a nomeação. “Eu não sei se cabe a esses militares gostarem ou não gostarem”, disse Lula, que está na Colômbia. “Ela (a presidente Dilma Rousseff) é a chefe suprema das Forças Armadas, indicou o ministro e acabou, não se discute. Estou c… e andando para esses caras (os militares). No meu governo, tiveram que me agüentar e viviam me enchendo o saco pedindo migalhas de reajuste. Pediam uma coisa, eu enrolava e nunca dava o que eles pediam; depois dava uma esmola qualquer e não me sacaneavam mais. Não tenho medo deles; nunca tive.”


Para Lula, a presidente escolheu bem, não há nome melhor e, quanto à competência de Amorim, “ é o homem ideal , no cargo certo. Ele vai dar um jeito naquele troço (MD). … “


SEGUE MINHA RESPOSTA-DESAGRAVO:

Ex-presidente Lula da Silva e Exmos. Srs. Comandantes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica, Eu, militar aqui de baixo na escala hierárquica, me senti, pessoal e profissionalmente, se bem que indiretamente, vilipendiado, desrespeitado e indignado diante dos escárnios proferidos, bem ao seu estilo e publicamente, pelo Lula da Silva, conforme o texto acima.

Assim, quero exercer, também publicamente, meu direito de resposta.

Falo que me senti indiretamente desrespeitado porque, na verdade, diretamente escarnecidos foram os comandantes das três forças, nossos representantes junto ao governo, através de frases como “Estou c… e andando para esses caras”; “tiveram de me agüentar”, “viviam enchendo meu saco pedindo migalhas de reajuste”, “eu enrolava”, “nunca dava o que eles pediam”, “dava uma esmola qualquer”, etc.

- Lula da Silva, quero lhe lembrar que, graças à ação dos militares em 1964, nosso país vive hoje numa democracia e, por isso, pela alternância do poder que ocorre nesse regime, você no momento não é mais nenhuma autoridade. Quero lhe lembrar que sua figura política foi engendrada por um militar, o General Golbery do Couto e Silva, a quem você deve agradecer a sugestão da criação do seu partido.

Lembro-lhe também que é de bom alvitre respeitar para ser respeitado.

Como isso, publicamente, não acontece de sua parte, fico liberado para lhe dizer, também publicamente, algumas coisas que, a meu ver, são verdadeiras:

1) os militares o respeitaram formalmente durante seus dois mandatos, por dever de lealdade institucional e por força do dever constitucional ( “As Forças Armadas … destinam-se … à garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem.”). Os militares são profissionais altamente dedicados ao cumprimento de suas tarefas e missões, que deveriam, de sua parte, ter seu trabalho reconhecido e não serem escarnecidos dessa forma;

2) em reação igual e de sentido contrário, posso lhe dizer que não o respeito hoje, formalmente nem realmente, por vários motivos, entre os quais:

a) não me convence você dizer que não sabia da corrupção e dos lamentáveis fatos do escândalo do mensalão ocorridos em sala vizinha à sua e coordenados por seu assessor direto e imediato;

b) não me convence a sua versão para o enriquecimento abrupto, da noite para o dia, do seu filho;

c) você, antes de chegar ao poder, vivia adjetivando agressivamente seus adversários políticos, entre eles o senador Sarney e sua família. Porém, ao chegar ao poder transformou-se num vira-casaca e passou a adjetivar o Sr Sarney e sua família com as mais agradáveis e amigáveis palavras, inclusive justificando-o como um homem acima do normal, acima de qualquer suspeita, etc;

d) esses fatos, por si só, já são suficientes para o presente texto. Claro que há outros e outros fatos desabonadores, que, mediante rápido aprofundamento, poderíamos citar (cartões corporativos, etc, etc);

e) você está delirando. Os militares não querem impingir medo a ninguém, mas achamos que respeito mútuo é fundamental;

3) a meu ver, cabe-lhe perfeitamente a carapuça do personagem criado por Mário de Andrade, o famigerado Macunaíma, o herói sem caráter, pois você se apresenta sempre de acordo com a coloração que venha no momento lhe trazer benefícios. Verdadeiro camaleão.

- Exmos Srs. Comandantes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica,

quero deixar claro que eu, seu subordinado hierárquico, no presente pronunciamento, não pretendo, em hipótese alguma, ferir os princípios da hierarquia e/ou da disciplina, bem como não tenciono, também em hipótese alguma, exercer desrespeito à imagem pessoal ou profissional de Vossas Excelências. Isto quem o fez, clara e publicamente, foi o ex-presidente Lula da Silva, conforme o texto inicial.

Bem ao contrário disso, meu pensamento é fazer um desagravo de Vossas Excelências a respeito do que considero escárnios proferidos pelo ex-presidente.

Faço isso por dever de lealdade para com os senhores, bem como por me sentir, pessoalmente e como membro da classe, atingido em minha honra e dignidade.

Geraldo Erico Acioli Rebelo é Coronel da Reserva do EB.