sábado, 21 de março de 2026

Banco Master. Uma trajetória nebulosa.


Em 1974, foi fundada a Máxima Corretora de Títulos e Valores Mobiliários, que a partir de 1990 obteve aprovação do Banco Central do Brasil para atuar como instituição financeira, dando origem ao Banco Máxima.


Cerca de dez anos depois, a empresa iniciou as operações de créditos, expandindo seu portfólio principalmente com produtos de crédito imobiliário.

Em 2016, no entanto, o Banco Máxima esteve perto de decretar falência após ser afetado por uma crise de inadimplência em sua carteira de crédito imobiliário.

Entre os anos de 2018 e 2021, o banco passou por uma completa mudança societária e operacional, com capitalização de 400 milhões de reais, e passou a se chamar Banco Master. Daniel Bueno Vorcaro, atual presidente do banco, e os novos outros sócios realizaram uma série de aportes para tirar a empresa da situação financeira delicada em que se encontrava e assumiram o controle do banco, quando passaram a estabelecer uma nova estratégia para a empresa.

O primeiro passo foi a diversificação da carteira, com menos contratos de financiamento de imóveis e a adição de outras fontes de receita, como o crédito consignado, crédito pessoal, serviços financeiros, seguros e banco de investimentos. Fonte: pt.wikipedia.org



Por: Fred Santana - 20 de março de 2026    
Revista CENARIUM

A trajetória do Banco Master S.A. remonta a um período anterior à sua atual denominação e envolve conexões indiretas com a Região Norte do País. Antes de adotar o nome atual, a instituição operava como Banco Máxima S.A., sob controle do empresário Saul Dutra Sabbá até o final da década de 2010.

Sabbá construiu sua trajetória no setor de combustíveis, inserido em um contexto econômico ligado ao desenvolvimento da antiga Refinaria Isaac Sabbá (Reman), em Manaus, ativo estratégico que foi privatizado em 2022.

Entre 2014 e 2016, o Banco Máxima passou a ser alvo de investigações que resultaram em sanções administrativas e condenações judiciais.

A Comissão de Valores Mobiliários identificou irregularidades na gestão de investimentos, enquanto a Justiça Federal apontou práticas de gestão fraudulenta.

De acordo com os autos, o banco teria estruturado operações com empresas ligadas ao próprio dono para gerar ganhos artificiais, criando uma aparência de lucratividade que não refletia a realidade financeira, ao mesmo tempo em que prejuízos eram ocultados por meio de engenharia contábil.

A mudança de controle ocorreu entre 2017 e 2019, quando o banqueiro Daniel Vorcaro assumiu a instituição, com aprovação do Banco Central do Brasil.

Já sob a marca Banco Master, a instituição financeira voltou ao radar de órgãos reguladores em 2025, diante de questionamentos sobre operações financeiras complexas e consistência de resultados. O caso vem sendo tratado como um dos mais relevantes episódios recentes do sistema financeiro brasileiro, com desdobramentos ainda em curso.

Fonte: https://revistacenarium.com.br/do-banco-maxima-ao-master-origem-e-controversias-financeiras/


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